MonteiroPB

33.742 habitantes · IBGE 2509701

IA

Resumo socioambiental

Monteiro/PB apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços pontuais em saneamento convivendo com retrocessos recentes e forte exposição a eventos climáticos. A cobertura de água atingiu 81,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do valor da Paraíba (77,2%), mas a perda de água chegou a 38,3% no mesmo ano — patamar pior que a mediana do país (29,9%) e que representa alta acumulada de 73,9% desde 2013, indicando ineficiência crescente na distribuição que compromete o ganho de cobertura obtido.

No esgotamento sanitário, o município tem apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito abaixo das 38 unidades médias do estado. A coleta de esgoto caiu para 78,2% em 2021 (queda de 5,1% frente a anos anteriores, quando chegou a superar 95%), ficando abaixo da mediana nacional (87,8%), embora ainda superior à média estadual (64,8%). Já o tratamento de esgoto, apesar de ter recuado 29,8% desde o pico histórico, mantém-se em 68,7% (2022) — bem acima da mediana nacional (37,7%) e estadual (42,7%), sugerindo que a infraestrutura de tratamento é relativamente eficiente, mas insuficiente diante da baixa cobertura de coleta e da alta perda de água na rede.

No âmbito dos resíduos sólidos, o cenário é mais preocupante: apenas 59,0% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e em queda de 11,6% desde 2010, enquanto 33,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos, mais que o dobro da mediana do país (14,9%). Esse quadro se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos somaram 14.047 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com alta de 55,8% desde 2010, evidenciando a relação entre baixa cobertura de coleta e aumento da pegada de carbono do setor.

As emissões totais de GEE do município somaram 140.567 tCO₂e em 2024, próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória de oscilação e pico em 2023 (216.198 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 67,9% desde 2010, atingindo 52.928 tCO₂e, bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Some-se a isso o histórico climático crítico: 20 registros de seca em 2016, no percentil 99 nacional, e 1 registro de cheia no mesmo ano — reforçando a vulnerabilidade hídrica do município, que já se manifesta na alta perda de água na rede e exige atenção prioritária de gestores para infraestrutura de resiliência e ampliação da coleta de resíduos e esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.2%

2024

22
27.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

61.2%

2024

51
21.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

81.7%

2024

87
6.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.4%

2024

14
100.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.0%

2022

24
11.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.2%

2022

22
0.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

140.567 tCO₂e

2024

49
28.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.047 tCO₂e

2024

24
55.8% no período

Emissões de energia

SEEG

52.928 tCO₂e

2024

29
67.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

20

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.