Montes Claros de GoiásGO

8.972 habitantes · IBGE 5213707

IA

Resumo socioambiental

Montes Claros de Goiás apresenta um quadro de saneamento básico abaixo da média nacional, com sinais de estagnação e até retrocesso recente. A cobertura de água atingiu 62,9% em 2022, patamar inferior ao registrado em 2021 (68,5%) e distante da mediana brasileira (76,5%) e da média de Goiás (89,1%), posicionando o município no percentil 33 do país. A perda de água, por sua vez, subiu para 36,2% em 2022 — pior indicador da série histórica e acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), o que sugere problemas de gestão da infraestrutura hídrica concomitantes à queda de cobertura.

No esgotamento sanitário, o município evoluiu significativamente desde 2016, mas ainda opera abaixo do padrão nacional: a coleta chegou a 63,6% em 2021 (mediana Brasil 87,8%, percentil 33) e o tratamento a 45,5% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) porém ainda aquém da média goiana (66,0%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo valor da mediana nacional, mas muito inferior às 93 unidades médias do estado — indicando dependência de estrutura mínima e pouca margem de expansão. Pelo Censo, o destino inadequado de resíduos domiciliares recuou de 37,0% (2010) para 21,1% (2022), avanço expressivo, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média estadual (5,5%), refletindo um gargalo estrutural na gestão de resíduos que também se reflete no aumento de 21,1% nas emissões de resíduos (SEEG), chegando a 4.718 tCO₂e em 2024.

Em emissões totais de GEE, o município reduziu 15,1% entre 2010 e 2024, fechando em 720.167 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 86 — entre os mais emissores do país, provavelmente por atividades agropecuárias típicas da região. As emissões de energia cresceram 12,6% no período, atingindo 65.457 tCO₂e (percentil 75), enquanto os registros de seca (ANA/SUM, 2016) indicam exposição a estresse hídrico, o que reforça a necessidade de atenção às perdas de água já identificadas.

Em síntese, o município avançou no tratamento de esgoto e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta deterioração recente na cobertura de água e aumento das perdas, além de manter um perfil de emissões de GEE elevado frente ao cenário nacional. A integração entre investimentos em infraestrutura hídrica, expansão da coleta de esgoto e gestão de resíduos sólidos é essencial para reverter as tendências negativas e reduzir a pressão ambiental identificada nos indicadores de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.5%

2024

34
2.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

38.7%

2024

30
15.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

44.5%

2024

57

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.6%

2024

44
31.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.1%

2022

49
20.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

39
43.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

720.167 tCO₂e

2024

14
15.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.718 tCO₂e

2024

60
21.1% no período

Emissões de energia

SEEG

65.457 tCO₂e

2024

25
12.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.