MoreilândiaPE

10.849 habitantes · IBGE 2614303

IA

Resumo socioambiental

Moreilândia/PE apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores substancialmente abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 54,8% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%) e do valor de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 24 do país. Mais grave é a situação do esgotamento sanitário: a coleta caiu de 100% (2012/2014) para apenas 18,2% em 2019, e o tratamento foi zerado em 2022, após ter chegado a 100% em 2014 — um retrocesso completo que contrasta com a mediana nacional de 37,7% de tratamento. O único ETE registrado no município (2020) está em linha com a mediana nacional, mas sua existência não se traduz em tratamento efetivo, sugerindo problemas operacionais ou de gestão do sistema.

Do lado positivo, a perda de água na distribuição caiu de 52,8% (2021) para 20,2% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), indicando melhoria relevante na eficiência operacional do sistema de abastecimento. Ainda assim, persiste uma contradição preocupante: enquanto o SNIS indica avanços na coleta de esgoto no passado recente, os dados do Censo IBGE mostram que apenas 60,9% dos domicílios tinham coleta em 2022, com 38,3% ainda recebendo destino inadequado de dejetos — patamar muito superior à mediana nacional (14,9%) e que posiciona o município no percentil 84 (entre os piores do país).

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram de 78.346 tCO₂e (2019) para 109.540 tCO₂e em 2024, alta de 127,2% desde 2010, com pico em 2022 (172.521 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram 25,8% no período, atingindo 6.851 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — tendência coerente com a deficiência de tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos domiciliares. As emissões de energia, embora crescentes (+39,4%), permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.432 vs. 18.929 tCO₂e), no percentil 26.

Por fim, o município registrou eventos hidrológicos extremos em 2016, com 2 registros de cheia e 19 de seca, posicionando-o nos percentis 87 e 99 nacionais, respectivamente — evidenciando vulnerabilidade climática que se soma à fragilidade estrutural do saneamento. O quadro geral aponta para a urgência de investimentos coordenados em infraestrutura de esgotamento sanitário, dado o retrocesso acentuado nesse indicador, que impacta diretamente tanto a saúde pública quanto as emissões de GEE associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.5%

2024

16
2.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

4.6%

2024

4
95.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.3%

2024

52
54.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.9%

2022

27
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.3%

2022

16
10.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

109.540 tCO₂e

2024

57
127.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.851 tCO₂e

2024

46
25.8% no período

Emissões de energia

SEEG

6.432 tCO₂e

2024

74
39.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

19

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.