MorparáBA
8.232 habitantes · IBGE 2921609
Resumo socioambiental
Morpará/BA apresenta quadro de saneamento básico frágil e abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende 66,5% dos domicílios em 2022, com queda de 7,2% desde os patamares próximos a 76% observados entre 2010 e 2012, situando o município no percentil 38 nacional e abaixo tanto da mediana brasileira (76,5%) quanto da média estadual (80,7%). Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de 7,6% em 2008 para 27,8% em 2022 — alta de 265,4% no período —, indicando ineficiência crescente na rede, embora o valor ainda fique ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%).
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do diagnóstico. Apenas 59,0% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), com leve retração frente a 2010, posicionando o município no percentil 24 nacional, distante da mediana do país (76,9%). Paralelamente, o destino inadequado de dejetos atinge 38,2% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da Bahia (17,1%), colocando Morpará no percentil 84 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência sanitária se reflete no crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 2.623 para 4.132 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+57,5%), evidenciando que a falta de tratamento adequado tem custo ambiental crescente, ainda que o volume esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
As emissões totais de GEE do município somaram 95.607 tCO₂e em 2024, com trajetória bastante instável — incluindo anos de remoção líquida (2012, 2014, 2017, 2019, 2020) e picos expressivos, como as 238.003 tCO₂e em 2016 e 120.304 tCO₂e em 2022. A alta de 85,6% entre 2010 e 2024 aproxima o município da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-o no percentil 39. As emissões de energia mais que dobraram no período (+120,0%, alcançando 5.767 tCO₂e), acompanhando possivelmente o crescimento populacional e de consumo, mas ainda representam volume modesto frente ao Brasil (percentil 24).
Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram exposição a extremos climáticos, com 8 registros de seca e 1 de cheia, superando a mediana nacional (zero em ambos os casos) e situando o município nos percentis 83 e 76, respectivamente. Combinada à baixa cobertura de água e alta perda na distribuição, essa vulnerabilidade hídrica reforça a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de recursos hídricos como agenda central para Morpará nos próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
95.607 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.132 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.767 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
