MorrinhosCE

23.608 habitantes · IBGE 2308906

IA

Resumo socioambiental

Morrinhos/CE apresenta em 2024 cobertura de água de 75,0%, próxima da mediana nacional (73,2%) e da UF (71,6%), posicionando o município no percentil 53. Esse indicador teve avanço expressivo desde 2010 (+121,1%), com salto relevante entre 2021 e 2023 (de 34,7% para 85,0%), seguido de recuo em 2024. A perda de água, por sua vez, está em 17,6% (2024), bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (40,5%), colocando o município no percentil 19 — ou seja, entre os mais eficientes do país nesse quesito, embora tenha havido piora frente ao mínimo histórico de 13,5% em 2023.

Já o saneamento de esgoto revela fragilidade: apenas 67,4% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (77,1%), com percentil 35. O destino inadequado de dejetos atinge 30,7% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,6%), situando Morrinhos no percentil 75 — entre os piores do país nesse indicador, apesar da melhora de 30% em relação a 2010. Essa lacuna em esgotamento sanitário provavelmente contribui para as emissões de resíduos, que em 2024 somaram 16.526 tCO₂e, quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 80 e evidenciando pressão ambiental ligada ao manejo inadequado de dejetos e resíduos sólidos.

As emissões totais de GEE alcançaram 183.894 tCO₂e em 2024, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 58), com alta acentuada de 48,4% frente a 2010 e um salto particularmente forte no último ano. As emissões de energia também cresceram (+52,5%, para 22.592 tCO₂e), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram vulnerabilidade climática: 2 registros de cheia (percentil 87) e 17 de seca (percentil 97), ambos muito acima da mediana nacional (0), embora sejam dados desatualizados que merecem monitoramento mais recente.

Em síntese, Morrinhos avançou significativamente no abastecimento de água e mantém baixas perdas na rede, mas enfrenta déficit estrutural em esgotamento sanitário, refletido em maior destino inadequado de dejetos e emissões de resíduos acima do padrão nacional. Combinado ao crescimento das emissões totais de GEE e ao histórico de eventos extremos de seca e cheia, o quadro aponta para a necessidade de investimentos prioritários em saneamento básico e resiliência climática, de modo a reduzir passivos ambientais e proteger a população local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.0%

2024

53
121.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.6%

2024

81
9.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.4%

2022

35
20.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.7%

2022

25
30.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

183.894 tCO₂e

2024

42
48.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.526 tCO₂e

2024

20
5.6% no período

Emissões de energia

SEEG

22.592 tCO₂e

2024

46
52.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.