MorrinhosGO
53.640 habitantes · IBGE 5213806
Resumo socioambiental
Morrinhos/GO apresenta saneamento em patamar intermediário a bom, com sinais de deterioração recente no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 79,5% em 2022, recuando 11,3% frente aos anos anteriores e ficando abaixo da média histórica do município, embora ainda supere a mediana nacional (76,5%) e esteja próxima do percentil 54. Já a coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva, saltando de 51,4% em 2007 para 87,6% em 2021 (+70,6%), superando a UF (74,3%) e ficando praticamente equivalente à mediana nacional. O tratamento de esgoto também é positivo, em 67,9% (2022), quase o dobro da mediana nacional (37,7%) e acima da média estadual (66,0%), embora o município conte com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional mas muito distante das 93 unidades da UF, o que sugere concentração operacional e baixa redundância do sistema.
Um ponto positivo é a queda consistente das perdas de água, de 37,9% (2008) para 25,2% (2022), redução de 33,4% que coloca o município em posição melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a UF (27,8%). Essa eficiência hídrica crescente contrasta, porém, com a recente queda na cobertura de água, indicando que o ganho em eficiência não tem sido acompanhado por ampliação proporcional do acesso. Na gestão de resíduos sólidos domiciliares, o município está bem posicionado: 90,5% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado é de apenas 5,5%, idêntico à média estadual e bem inferior à mediana nacional (14,9%).
O quadro de emissões é o principal alerta ambiental. As emissões totais de GEE somaram 1.250.345 tCO₂e em 2024, no percentil 92 nacional — um volume muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora com leve queda de 3,6% na série recente. As emissões de energia cresceram 54,3% desde 2010, atingindo 205.080 tCO₂e (percentil 90), e as de resíduos praticamente dobraram (+98,0%), chegando a 24.278 tCO₂e (percentil 86) — crescimento que acompanha a expansão da coleta e do tratamento de esgoto/resíduos, sugerindo que a maior formalização do saneamento também eleva as emissões associadas ao setor. Por outro lado, a capacidade de biomassa saltou de 2 MW para 26 MW entre 2012 e 2013, mantendo-se estável desde então e superando amplamente a mediana nacional (5 MW), o que indica alguma diversificação energética limpa, embora insuficiente para compensar o padrão de emissões do município.
Não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), sem elementos para avaliar riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Morrinhos avançou consistentemente em esgotamento sanitário e redução de perdas de água, mas enfrenta desafios crescentes de emissões de GEE e uma queda pontual, mas relevante, na cobertura de abastecimento de água que merece atenção prioritária da gestão municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
69.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
67.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2017
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
26 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.250.345 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
24.278 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
205.080 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
