Morro da GarçaMG

2.438 habitantes · IBGE 3143609

IA

Resumo socioambiental

Morro da Garça apresenta indicadores de saneamento básico abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais, configurando um quadro que exige atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água atingiu 52,3% em 2024, com queda de 8,7% desde 2010, posicionando o município no percentil 23 nacional — bem distante da mediana brasileira (73,2%) e da média mineira (83,3%). A coleta de esgoto, de 40,6% (2024), recuou drasticamente 42,0% em relação ao início da série, refletindo possivelmente perda de continuidade operacional após o pico de 100% registrado em 2021. O tratamento de esgoto, em 22,9%, também está abaixo da mediana nacional (33,3%) e estadual (44,6%), com apenas 1 ETE no município (2020) — número igual à mediana nacional, mas irrisório frente às 399 unidades da média mineira.

A perda de água na distribuição, de 34,0% (2024), supera a mediana nacional (29,1%) e se aproxima do patamar estadual (35,8%), indicando ineficiência operacional que compromete a própria cobertura já limitada — um problema que se retroalimenta, pois recursos hídricos captados não chegam ao consumidor final. Do lado dos domicílios, o Censo 2022 mostra avanço expressivo na coleta (72,0%, alta de 32,5% desde 2010) e redução do destino inadequado de resíduos (26,4%, queda de 42,2%), mas esse último indicador ainda supera a mediana nacional (14,9%) e o percentual mineiro (7,4%), situando o município no percentil 69 (pior que a maioria).

No campo climático, o município mostra trajetória favorável: as emissões totais de GEE caíram de 256.946 tCO₂e (2010) para 97.190 tCO₂e (2024), recuo de 62,2%, com valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia (8.090 tCO₂e) e de resíduos (1.933 tCO₂e) também estão bem abaixo das medianas nacionais, esta última coerente com a modesta cobertura de coleta domiciliar e a ausência de tratamento pleno de esgoto, que limitam a geração de resíduos tratados formalmente. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016.

Em síntese, Morro da Garça combina um perfil de baixas emissões — vantajoso do ponto de vista climático — com deficiências estruturais de saneamento (água, esgoto e perdas na distribuição) que demandam investimento em infraestrutura, especialmente na recuperação da capacidade de tratamento de esgoto e no combate às perdas hídricas, para alcançar padrões mais próximos da média estadual.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.3%

2024

23
8.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.6%

2024

32
42.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.9%

2024

43

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.0%

2024

39
26.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.0%

2022

42
32.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.4%

2022

31
42.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

97.190 tCO₂e

2024

61
62.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.933 tCO₂e

2024

89
12.9% no período

Emissões de energia

SEEG

8.090 tCO₂e

2024

69
70.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.