Morro do PilarMG
3.174 habitantes · IBGE 3143708
Resumo socioambiental
Morro do Pilar/MG apresenta um quadro de saneamento intermediário, com sinais de retrocesso recente no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 72,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 45. Houve queda de 5,0% em relação ao pico da série, revertendo parcialmente os ganhos observados após 2016. Em contraste, o índice de perdas de água é um ponto forte: 7,1% em 2022, muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), colocando o município no percentil 5 — ou seja, entre os 5% com menor desperdício do país, refletindo eficiência operacional consolidada desde 2018.
O esgotamento sanitário mostra evolução positiva, mas ainda insuficiente. A coleta de resíduos domiciliares avançou de 61,7% (2010) para 80,2% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do patamar mineiro (86,1%). Já o destino inadequado de dejetos, embora tenha caído significativamente (-52,9% desde 2010, chegando a 18,0% em 2022), permanece acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima da referência estadual (7,4%), indicando que parte da população ainda carece de solução adequada de esgotamento — o que pode pressionar as emissões de resíduos, que cresceram 45,5% desde 2010 e chegaram a 1.895 tCO₂e em 2024.
No campo climático, o município apresenta desempenho favorável em termos absolutos. As emissões totais de GEE somaram 89.696 tCO₂e em 2024, com queda de 15,1% frente ao início da série e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 37. As emissões de energia também são baixas (2.251 tCO₂e, percentil 8), e as de resíduos, apesar do crescimento, ainda ficam muito aquém da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 10. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, sem indicação de estresse hídrico extremo no período.
Em síntese, Morro do Pilar combina eficiência operacional na rede de água com desafios de cobertura e esgotamento sanitário, enquanto seu perfil de emissões permanece comparativamente baixo frente ao cenário nacional. O crescimento das emissões de resíduos, associado à persistência de destino inadequado de dejetos acima da média nacional, sugere que investimentos em ampliação e qualificação do saneamento poderiam gerar ganhos socioambientais duplos: maior cobertura de água e redução da pressão de resíduos sobre o balanço de emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
42.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
89.696 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.895 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.251 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
