Morro GrandeSC

3.085 habitantes · IBGE 4211256

IA

Resumo socioambiental

Morro Grande/SC apresenta avanços expressivos no saneamento básico, mas com fragilidades operacionais importantes no sistema de água. A cobertura de água atingiu 83,1% em 2022, com salto de mais de 100% desde 2015, situando o município acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 60, embora ainda abaixo da média catarinense (90,1%). Por outro lado, a perda de água chegou a 60,9% em 2022 — patamar muito superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (34,6%), colocando o município no percentil 93, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação sugere que o esforço de expansão da rede não veio acompanhado de investimento equivalente em manutenção e controle de perdas, o que compromete a eficiência do sistema e eleva custos operacionais.

Na gestão de resíduos sólidos, o município se destaca positivamente: a coleta domiciliar alcançou 96,9% em 2022 (ante 70,8% em 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (89,7%), no percentil 96. O destino inadequado de resíduos caiu de 29,2% para 1,8% no mesmo período, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo do patamar estadual (3,2%), no percentil 11 — um dos melhores desempenhos do país. Chama atenção, contudo, que as emissões de resíduos cresceram 49,4% entre 2010 e 2024, atingindo 1.361 tCO₂e em 2024, mesmo com a quase universalização da coleta adequada — indicando que a melhoria na coleta não se traduziu em redução proporcional das emissões, possivelmente por ausência de tratamento ou destinação com menor pegada de carbono.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 64.355 tCO₂e em 2024, com queda de 36% frente a 2010, posicionando o município no percentil 28 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). As emissões de energia, entretanto, cresceram 29,1% no período, refletindo maior consumo energético municipal. Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível é de 2016, com 6 ocorrências de cheia, valor muito acima da mediana nacional (0) e no percentil 99 para aquele ano, sinalizando vulnerabilidade a eventos de inundação que merece monitoramento contínuo, especialmente dada a fragilidade já identificada na infraestrutura hídrica.

Em síntese, Morro Grande evoluiu de forma consistente na universalização do saneamento e na redução de destinos inadequados de resíduos, mas enfrenta um gargalo estrutural nas perdas de água que exige investimento prioritário, além de atenção ao crescimento das emissões de energia e resíduos e ao histórico de eventos de cheia registrado em 2016.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.3%

2024

67
105.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.3%

2024

96
26.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.9%

2022

96
36.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.8%

2022

89
93.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

64.355 tCO₂e

2024

72
36.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.361 tCO₂e

2024

96
49.4% no período

Emissões de energia

SEEG

3.893 tCO₂e

2024

84
29.1% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.