MorungabaSP
14.081 habitantes · IBGE 3532009
Resumo socioambiental
Morungaba apresenta situação sanitária consolidada, com destaques positivos em esgotamento sanitário e desafios pontuais em abastecimento de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média do Estado de São Paulo (94,6%), posicionando o município no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto acompanha esse patamar, também em 100,0% (2022), amplamente acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%). Essa combinação indica que praticamente todo o esgoto coletado é efetivamente tratado, reduzindo a pressão sobre corpos hídricos locais — mesmo operando com apenas 1 ETE registrada (2020), compatível com a mediana nacional para municípios de porte semelhante.
Já a cobertura de água caiu para 81,3% em 2022, após patamares acima de 90% entre 2020-2021, ainda assim acima da mediana nacional (76,5%), mas distante da média estadual (95,2%), no percentil 57. Por outro lado, a perda de água na distribuição apresentou melhora expressiva, recuando para 22,9% em 2022 (variação de -45,4% desde 2008), abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), sinalizando ganhos de eficiência operacional que não impediram, contudo, a queda recente na cobertura — um ponto que merece atenção dos gestores para entender se decorre de mudança metodológica, ampliação populacional ou redução de investimento em expansão de rede.
Em saneamento domiciliar, o quadro é favorável: 90,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos é baixo, em 1,3%, próximo do índice estadual (1,0%) e muito inferior à mediana nacional (14,9%). Chama atenção, porém, o crescimento das emissões de resíduos, que subiram para 9.226 tCO₂e em 2024 (+21,6% desde 2010), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) no percentil 64 — um contraste com o bom desempenho em coleta e destinação adequada, sugerindo que o aumento populacional ou de geração per capita pressiona as emissões mesmo com boa gestão logística dos resíduos.
No balanço de emissões totais de GEE, Morungaba registrou 52.265 tCO₂e em 2024, com queda de -5,1% desde 2010, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 22 — desempenho relativamente positivo. Entretanto, as emissões de energia cresceram para 30.195 tCO₂e (+16,4%), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o setor energético é hoje o principal vetor de pressão climática do município, contrabalançando os ganhos observados em saneamento e resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, sem indicativos de risco hídrico extremo na série disponível.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
26.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
52.265 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.226 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
30.195 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
