MossâmedesGO

4.655 habitantes · IBGE 5213905

IA

Resumo socioambiental

Mossâmedes/GO apresenta quadro socioambiental preocupante no eixo saneamento, com sinais de deterioração recente na infraestrutura hídrica. A cobertura de água caiu para 64,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média goiana (89,1%), posicionando o município no percentil 36. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 84,6% em 2022 — um salto de 322,9% desde 2021 e muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação sugere falhas operacionais significativas na rede de abastecimento, com desperdício elevado coexistindo com queda de cobertura, o que pode indicar obsolescência da infraestrutura ou problemas de gestão do serviço.

No manejo de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável. A coleta domiciliar atingiu 74,4% em 2022 (percentil 46, próximo da mediana nacional de 76,9%), e o destino inadequado de dejetos caiu de 30,7% para 13,0% entre 2010 e 2022, aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão goiano (5,5%). Essa melhora expressiva em coleta e destinação não se refletiu, porém, nas emissões de resíduos, que cresceram 30% na década (de 2.960 para 3.846 tCO₂e), acompanhando o crescimento populacional e de geração de resíduos, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 332.138 tCO₂e em 2024, alta de 15,2% em relação a 2023 e crescimento expressivo frente à série histórica, situando-se no percentil 72 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). O setor de energia chama atenção, com aumento de 61,9% na década (de 2.789 para 4.515 tCO₂e), embora ainda em patamar baixo relativamente ao Brasil (percentil 19). Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), sem indicativo de estresse hídrico climático adicional no período.

Em síntese, Mossâmedes enfrenta desafio prioritário na gestão da água, com perdas expressivas e cobertura em declínio, enquanto o saneamento de resíduos mostra trajetória positiva, ainda que acompanhada de aumento nas emissões associadas. O crescimento das emissões totais e energéticas indica necessidade de atenção à eficiência dos serviços públicos e ao planejamento de investimentos em infraestrutura hídrica e energética.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.1%

2024

43
1.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

59.5%

2024

10
197.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.4%

2022

46
7.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.0%

2022

54
57.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

332.138 tCO₂e

2024

28
15.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.846 tCO₂e

2024

67
30.0% no período

Emissões de energia

SEEG

4.515 tCO₂e

2024

81
61.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.