MucajaíRR

19.619 habitantes · IBGE 1400308

IA

Resumo socioambiental

Mucajaí apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em saneamento convivendo com forte deterioração nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 66,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (79,6%), posicionando o município no percentil 37 e mantendo trajetória de leve queda (-2,3%) desde 2008. A perda de água, embora tenha recuado significativamente frente ao histórico (-28,2% desde 2008), ainda é alta em 44,8% (2022), superior à mediana nacional de 29,9%, indicando ineficiência operacional que compromete o aproveitamento do recurso captado.

O esgotamento sanitário mostra um paradoxo relevante: a coleta é elevada, em 96,6% (2021), acima da mediana nacional e da UF, mas o tratamento, embora tenha saltado de 0% para 72,0% em 2022, ainda convive com uma parcela expressiva de domicílios com destino inadequado de resíduos, em 33,5% (2022) — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (21,0%), no percentil 79. Essa combinação sugere que, apesar da boa cobertura de coleta de esgoto, a gestão de resíduos sólidos domiciliares permanece um ponto crítico, com apenas 65,9% dos domicílios atendidos por coleta de lixo, também abaixo da mediana nacional e da UF.

O dado mais alarmante é a emissão de GEE, que saltou para 16,2 milhões de tCO₂e em 2024, um crescimento de +439% em relação a 2010, colocando o município no percentil 100 nacional — o valor mais extremo da amostra comparativa, embora ainda distante da média da própria UF (45 milhões de tCO₂e). Esse salto abrupto, especialmente entre 2023 e 2024, provavelmente reflete mudanças no uso da terra ou desmatamento, e contrasta com as emissões de resíduos, que se mantêm estáveis e até em leve queda (-6,2%, para 9.195 tCO₂e), sugerindo que o problema não está na gestão de resíduos, mas em outra fonte emissora dominante no território.

Em termos de vulnerabilidade climática, os registros de cheia e seca em 2016 (1 e 3 ocorrências, respectivamente) posicionam Mucajaí acima da mediana nacional, embora abaixo dos valores da UF. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica levemente abaixo da mediana nacional (4,000), mas acima da média estadual (2,933), sugerindo que o município enfrenta desafios estruturais de infraestrutura hídrica compartilhados com o contexto de Roraima, exigindo investimentos coordenados em ampliação de cobertura de água, redução de perdas e controle das fontes de emissão que dispararam na série mais recente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.0%

2024

33
5.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

69.3%

2023

29.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

73.8%

2024

4
21.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.9%

2022

33
17.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

21
23.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

16.236.372 tCO₂e

2024

0
439.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.195 tCO₂e

2024

36
6.2% no período

Emissões de energia

SEEG

44.401 tCO₂e

2024

33
329.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.