MucamboCE

14.009 habitantes · IBGE 2309003

IA

Resumo socioambiental

Mucambo/CE apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura saltando para 96,0% em 2022 (+105,3% desde 2008), superando a mediana nacional (76,5%) e a média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 79 do país. As perdas de água também recuaram para 26,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%), indicando ganhos reais de eficiência operacional no sistema, não apenas ampliação de rede.

O saneamento de esgoto, contudo, permanece crítico e contrasta fortemente com o avanço da água. A coleta de esgoto está em apenas 13,4% (2021), muito aquém da mediana nacional (87,8%) e mesmo do já baixo patamar estadual (40,3%), colocando o município no percentil 8. O tratamento também é insuficiente, com 9,0% em 2022, em trajetória de queda (-39,3% desde 2010) e abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,3%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no patamar mediano nacional, mas incompatível com a demanda de tratamento. Essa defasagem estrutural entre água e esgoto é reforçada pelos dados do Censo: 16,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos (2022), acima da mediana nacional (14,9%), embora com forte redução desde 2010 (34,3%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, atingindo 144.849 tCO₂e em 2024, alta de 300,1% desde 2010, já acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos também cresceram (+69,6%, para 9.053 tCO₂e), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que reflete diretamente a fragilidade do tratamento de esgoto e da gestão de resíduos sólidos no município. As emissões de energia, por outro lado, permanecem abaixo da mediana nacional (13.246 vs. 18.929 tCO₂e), sugerindo que o crescimento das emissões totais é puxado majoritariamente por outros setores, possivelmente agropecuária, não detalhados neste dossiê.

Do ponto de vista climático-hidrológico, os registros de seca (13 ocorrências em 2016) posicionam Mucambo no percentil 92 nacional, evidenciando vulnerabilidade hídrica relevante, que reforça a importância de manter os ganhos recentes em eficiência de abastecimento. Para os gestores, a prioridade mais evidente é destravar investimentos em coleta e tratamento de esgoto, dado o descompasso entre o avanço da água e o atraso crônico do saneamento, que já se reflete no crescimento das emissões de resíduos e no indicador de destinação inadequada de dejetos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.9%

2024

77
97.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

9.7%

2024

8
25.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.1%

2024

32
45.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.5%

2024

68
28.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.0%

2022

52
18.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.5%

2022

47
52.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

144.849 tCO₂e

2024

48
300.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.053 tCO₂e

2024

37
69.6% no período

Emissões de energia

SEEG

13.246 tCO₂e

2024

58
50.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.