MucuriBA

40.005 habitantes · IBGE 2922003

IA

Resumo socioambiental

Mucuri/BA apresenta um quadro de saneamento com avanços expressivos, mas ainda distante da média nacional. A cobertura de água atingiu 71,0% em 2022, crescimento de +61,3% desde 2008, porém abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 43. Já o tratamento de esgoto é um destaque positivo: 89,1% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%), colocando o município no percentil 83 — resultado que contrasta com a baixa coleta de esgoto (45,0% em 2021, percentil 24), evidenciando um gargalo estrutural: o que é coletado tem alta eficiência de tratamento, mas a rede de coleta ainda não alcança a maior parte da população. As perdas de água, por sua vez, estão bem controladas em 11,2% (2022), consideravelmente melhores que a mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), reforçando a boa gestão operacional do sistema de abastecimento.

No eixo de resíduos sólidos, o município mantém apenas 1 unidade de destinação (2025, percentil 69) e reduziu o percentual de domicílios com destino inadequado para 10,6% em 2022 (queda de -28,8% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%). Essa melhora na destinação coincide com a forte queda das emissões de resíduos, que caíram de 137.363 tCO₂e (2023) para 25.854 tCO₂e em 2024 (-77,0%), embora o valor ainda esteja acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 87.

O ponto de maior atenção é o total de emissões de GEE, que saltou para 1.469.955 tCO₂e em 2024, alta de +27,3% no ano e muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando Mucuri no percentil 93 do país. Essa elevação é puxada majoritariamente pelo setor de energia, que cresceu +64,5% no acumulado recente e chegou a 278.848 tCO₂e (percentil 92), mesmo o município contando com expressiva capacidade instalada em biomassa (214 MW, percentil 98) e hidráulica (20 MW, percentil 63). O investimento público de R$ 3,4 milhões em 2026 permaneceu estável (0,0%), ligeiramente acima da mediana nacional, mas seu volume ainda parece insuficiente diante dos desafios de expansão da coleta de esgoto e do controle das emissões energéticas, que devem ser prioridades da gestão municipal nos próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.1%

2024

53
75.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

41.5%

2024

33
33.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

79.4%

2024

85
37.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.4%

2024

92
31.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.9%

2022

73
3.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.6%

2022

60
28.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

234 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

20 MW

2024

63
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.469.955 tCO₂e

2024

7
27.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

25.854 tCO₂e

2024

13
77.0% no período

Emissões de energia

SEEG

278.848 tCO₂e

2024

8
64.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 3.4 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.