Muitos CapõesRS
2.938 habitantes · IBGE 4312617
Resumo socioambiental
Muitos Capões apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 35,9% em 2022, com retração de -25,2% desde 2009 e bem distante da mediana nacional (76,5%) e da UF (88,1%), posicionando o município no percentil 9 — entre os piores do país. A coleta de esgoto, últimoregistrado em 29,4% (2016), e o tratamento de esgoto, em 0,0% desde 2011, evidenciam ausência quase total de infraestrutura sanitária, enquanto a perda de água na distribuição chegou a 36,8% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e próxima da UF (36,5%), indicando ineficiência operacional somada à baixa cobertura.
O indicador de domicílios com coleta de resíduos sofreu colapso: caiu de 63,4% (2010) para apenas 1,3% (2022), variação de -98%, colocando o município no percentil 0 nacional — o pior cenário possível. Coerente com essa deterioração, o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 36,6% para 19,0% no mesmo período, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e está muito acima da UF (4,5%). Essa combinação sugere que a redução na coleta formal não foi acompanhada de destinação adequada, mas sim de aumento de práticas informais ou queima a céu aberto, o que ajuda a explicar o crescimento de +29,5% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 846 para 1.096 tCO₂e), ainda que o valor absoluto permaneça baixo frente ao Brasil (percentil 2).
Em emissões totais de GEE, o município soma 529.387 tCO₂e em 2024, variação de +6,6% em relação a 2010, situando-se no percentil 81 — acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo provável peso do uso do solo e agropecuária, típico de municípios rurais de pequeno porte. Em contrapartida, as emissões de energia caíram drasticamente (-96,9%, para 119 tCO₂e), acompanhando a expansão da potência hidráulica instalada, que saltou de 800 kW (2010) para 26 MW (2024), variação de +3.182,9%, superando a mediana nacional (10 MW) e situando o município no percentil 68 nesse quesito.
Os registros de eventos hidrológicos disponíveis (2016) mostram ausência de cheias registradas, mas 4 registros de seca observada, acima da mediana nacional (0) e alinhados a uma vulnerabilidade climática que, combinada à baixíssima cobertura de saneamento, amplia riscos à saúde pública e à qualidade dos recursos hídricos locais. O quadro geral aponta para urgência de investimentos em água, esgoto e gestão de resíduos, áreas em que o município está entre os piores do país, ao mesmo tempo em que mantém desempenho relativamente favorável em matriz energética renovável.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.9%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
29.4%
2016
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2016
Perda de água
SNIS/SINISA
36.8%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
1.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
26 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
26 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
529.387 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.096 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
119 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
