MulunguCE
10.993 habitantes · IBGE 2309102
Resumo socioambiental
Mulungu/CE apresenta quadro de saneamento crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 34,6% em 2022, bem inferior à mediana brasileira (76,5%) e à média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 8 do país. A coleta de esgoto é ainda mais precária, com 11,4% (2021), frente a mediana nacional de 87,8% e estadual de 40,3% — percentil 7. O tratamento de esgoto, de 10,4% (2022), vem em trajetória de queda acentuada (-54,7% desde 2008, quando chegava a 22,9%), evidenciando deterioração da capacidade de tratamento mesmo com apenas 1 ETE instalada no município (2020), número igual à mediana nacional, porém irrisório frente às 260 unidades do Ceará.
A perda de água na distribuição chegou a 30,6% em 2022, próxima da mediana nacional (29,9%) mas com salto expressivo desde 2008 (+300,5%), sinalizando ineficiência operacional crescente que compromete a já baixa cobertura hídrica. Do lado dos resíduos sólidos, houve avanço relevante: o destino inadequado de domicílios caiu de 38,2% (2010) para 12,4% (2022), ficando até abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo do percentil 45. Entretanto, a coleta domiciliar de resíduos estagnou em 61,5% (2022), aquém da mediana nacional e estadual (76,9% e 77,1%), sugerindo que a melhora no destino final não foi acompanhada de expansão proporcional da cobertura de coleta.
No eixo climático, as emissões totais de GEE mais que dobraram entre 2010 e 2024, atingindo 34.869 tCO₂e (+147,3%), embora ainda muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mantendo o município no percentil 14. As emissões de resíduos, de 6.453 tCO₂e (2024), já superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o crescimento da geração de resíduos mesmo com melhoria na destinação — indicando que o avanço na disposição final não neutraliza o impacto climático do setor. As emissões de energia somaram 12.653 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em eventos hidrológicos extremos, o município registrou 2 ocorrências de cheia e 12 de seca em 2016, ambos indicadores acima da mediana nacional (zero em ambos os casos) e nos percentis 87 e 90, respectivamente, revelando vulnerabilidade hídrica significativa. Essa exposição climática, somada à baixa cobertura de água e às perdas elevadas na distribuição, aponta para a necessidade urgente de investimentos estruturais em saneamento e gestão de recursos hídricos, que atualmente não acompanham a evolução positiva observada na destinação de resíduos sólidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
52.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
7.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
12.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
34.869 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.453 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.653 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
