Mulungu do MorroBA
13.625 habitantes · IBGE 2922052
Resumo socioambiental
Mulungu do Morro/BA apresenta quadro socioambiental misto, com desafios estruturais em saneamento e uma trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 66,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 38 — apesar do avanço expressivo desde 2010 (+134,8%), a série mostra oscilação recente, com queda frente ao pico de 76,6% em 2019. A perda de água, em 29,1%, está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (35,0%), indicando eficiência operacional mediana, mas ainda representa quase um terço do volume distribuído desperdiçado, o que tensiona a expansão da cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 66,0% dos domicílios têm coleta (percentil 33, abaixo da mediana nacional de 76,9%), e 31,9% ainda possuem destino inadequado de dejetos em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da UF (17,1%), colocando o município no percentil 76 nesse indicador negativo. Essa lacuna sanitária tende a se refletir no crescimento das emissões de resíduos, que subiram 60,3% entre 2010 e 2024, atingindo 5.291 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
O aspecto mais alarmante é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 109.868 tCO₂e em 2010 para 321.308 tCO₂e em 2024 (+192,4%), superando com folga a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 71. O comportamento é volátil, com picos em 2020 e 2024, sugerindo eventos pontuais (possivelmente mudança de uso da terra ou desmatamento) somados ao crescimento constante das emissões de energia (+122,0% no período, chegando a 11.249 tCO₂e em 2024). Por outro lado, o município se destaca na geração eólica, com 220 MW instalados em 2024 (percentil 66, acima da mediana nacional de 135 MW), o que representa um ativo relevante para mitigação futura, embora ainda insuficiente para compensar a trajetória de emissões.
Quanto a eventos hídricos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada (9 registros) coloca o município no percentil 85 nacional, indicando maior vulnerabilidade a estiagens. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo da média estadual (3,281), reforçando a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e saneamento para reduzir riscos futuros e conter o avanço das emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
66.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
195 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
195 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
321.308 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.291 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.249 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
