MulunguPB
8.945 habitantes · IBGE 2509800
Resumo socioambiental
Mulungu/PB apresenta quadro de saneamento básico crítico e abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 53,7% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 23 — ou seja, entre os piores do país. Além disso, a série histórica mostra retração de -15,3% desde 2008, quando a cobertura chegava a 63,4%. A perda de água na distribuição, que é indicador de ineficiência operacional, saltou para 26,4% em 2022, mais que dobrando (+110,1%) em relação a 2008, embora ainda abaixo da mediana da UF (37,3%).
O esgotamento sanitário é ainda mais preocupante: a coleta estagnou em 59,4% (último dado de 2015, abaixo da mediana nacional de 87,8%), e o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2012, enquanto a mediana nacional em 2022 já alcança 37,7%. Essa ausência total de tratamento indica que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer processamento, o que ajuda a explicar por que 33,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022) — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 78, entre os piores do Brasil nesse quesito.
Do lado climático, as emissões totais de GEE somaram 55.645 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de 82% desde 2010, embora o município permaneça no percentil 24 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 221 tCO₂e (2010) para 7.178 tCO₂e (2024) — alta de mais de 3.100% —, possivelmente refletindo maior consumo elétrico ou uso de fontes fósseis locais. As emissões de resíduos também cresceram de forma constante (+23,4% no período), consistente com a baixa cobertura de coleta domiciliar (65,4% em 2022, percentil 32) e o tratamento inexistente de esgoto, que juntos aumentam a carga orgânica não gerenciada.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 — 2 cheias e 11 secas — colocam Mulungu nos percentis 87 e 88 da distribuição nacional, indicando vulnerabilidade climática relevante frente à maioria dos municípios brasileiros. Combinado à fragilidade do saneamento, esse cenário sugere que investimentos prioritários em ampliação e eficiência da rede de água, implantação de tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos teriam efeito duplo: melhoria da saúde pública e redução das emissões associadas ao setor de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
59.4%
2015
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2015
Perda de água
SNIS/SINISA
45.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
55.645 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.655 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.178 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
