MuriciAL

25.933 habitantes · IBGE 2705507

IA

Resumo socioambiental

Murici/AL apresenta um quadro de saneamento com avanços pontuais, mas ainda distante da média nacional. A cobertura de água atingiu 61,3% em 2022, com crescimento expressivo de +102,5% desde 2008, porém ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 32. Já a coleta de esgoto alcançou 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e destacando-se amplamente frente ao restante de Alagoas (30,1%), colocando o município no percentil 100 — um resultado de destaque estrutural. Contudo, esse avanço na coleta não se traduz em tratamento: o índice de tratamento de esgoto é de 0,0% em 2022, mesmo havendo 2 ETEs registradas em 2020 (acima da mediana nacional de 1 unidade). Essa lacuna entre coleta e tratamento sinaliza que o esgoto captado provavelmente é lançado sem tratamento adequado, com potencial impacto nos corpos hídricos locais.

No eixo hídrico, a perda de água na distribuição chegou a 41,7% em 2022, valor ainda elevado frente à mediana nacional (29,9%), embora próximo do patamar estadual (43,9%) e em recuo relativo ao pico histórico de 75,6% em 2015. Essa ineficiência operacional contrasta com a melhoria observada nos domicílios com coleta de resíduos, que subiu para 86,5% em 2022 (percentil 69), e com a redução do destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 25,0% (2010) para 9,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa evolução positiva na gestão de resíduos, entretanto, não se refletiu nas emissões: as emissões do setor de resíduos aumentaram +55,6% desde 2010, atingindo 16.433 tCO₂e em 2024, valor bem superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 79 — sugerindo que a maior cobertura de coleta ainda opera com destinação geradora de metano, sem captura ou tratamento adequado do material coletado.

As emissões totais de GEE do município somaram 77.148 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com trajetória de queda desde o pico de 128.519 tCO₂e em 2017. As emissões de energia, no entanto, quase dobraram no período (+97,0%), alcançando 18.879 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos — uma ocorrência de cheia e uma de seca em 2016 — indicam exposição climática moderada, mas com dados desatualizados, o que limita a análise de tendência recente.

Em síntese, Murici avançou significativamente na coleta de esgoto e na gestão formal de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais relevantes: ausência total de tratamento de esgoto, perdas de água acima do padrão nacional e crescimento das emissões associadas a resíduos e energia. Investimentos direcionados à operacionalização das ETEs existentes e à redução de perdas na rede de distribuição são prioridades para consolidar os ganhos já obtidos em cobertura e destinação de resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.6%

2024

30
146.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.1%

2024

85
127.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

76.4%

2024

4
88.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.5%

2022

69
15.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.6%

2022

62
61.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

77.148 tCO₂e

2024

67
22.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.433 tCO₂e

2024

21
55.6% no período

Emissões de energia

SEEG

18.879 tCO₂e

2024

50
97.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.