MuricilândiaTO

3.485 habitantes · IBGE 1713957

IA

Resumo socioambiental

Muricilândia apresenta avanços recentes em abastecimento de água, mas mantém fragilidades estruturais em saneamento e perdas hídricas. A cobertura de água atingiu 90,5% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (86,6%), com salto expressivo a partir de 2020 — antes disso, o município oscilava na faixa de 50-60%. Em contrapartida, a perda de água chegou a 54,5% em 2022, valor quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), posicionando o município no percentil 88 (pior situação). Essa combinação sugere que a expansão da rede não veio acompanhada de melhorias operacionais equivalentes, indicando ineficiência na gestão do sistema mesmo com maior alcance da distribuição.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do diagnóstico. Apenas 61,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), enquanto 37,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — mais que o dobro da mediana nacional e da UF (14,9% em ambos), colocando o município no percentil 83 de pior desempenho. Embora tenha havido melhora desde 2010 (redução de 15,7% no indicador), o ritmo é insuficiente frente ao padrão nacional, e essa lacuna sanitária provavelmente contribui para a trajetória crescente das emissões de resíduos, que subiram 55,2% entre 2010 e 2024, atingindo 2.087 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 28.587 tCO₂e em 2024, após picos expressivos em 2023 (639.597 tCO₂e) e 2015 (549.128 tCO₂e), refletindo grande variabilidade típica de emissões por mudança de uso da terra, e situando o município no percentil 11 (baixas emissões relativas ao Brasil). As emissões de energia permanecem marginais (1.311 tCO₂e), sem histórico até 2014. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes.

Em síntese, o município avançou significativamente no acesso à água, mas enfrenta desafios relevantes de eficiência hídrica e, sobretudo, de infraestrutura sanitária, cujas deficiências dialogam diretamente com o aumento das emissões de resíduos. Investimentos em redução de perdas e ampliação da coleta de esgoto são prioridades para consolidar os ganhos já obtidos e mitigar impactos ambientais associados ao manejo inadequado de dejetos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.9%

2024

22
10.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.1%

2024

47
14.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.6%

2022

28
10.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.3%

2022

17
15.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

28.587 tCO₂e

2024

89
87.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.087 tCO₂e

2024

87
55.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.311 tCO₂e

2024

97

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.