MutuípeBA

20.612 habitantes · IBGE 2922409

IA

Resumo socioambiental

Mutuípe apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração, especialmente na coleta de esgoto. A cobertura de água atinge 50,5%, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,0%), posicionando o município no percentil 21 — entre os piores do país. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que caiu de patamares acima de 90% na década de 2010 para 40,4% em 2024, uma retração de -50,7% em relação ao início da série, mesmo estando ligeiramente acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%). Essa queda abrupta contrasta com o tratamento de esgoto, que permanece relativamente elevado (75,5%, percentil 81), sugerindo que o sistema trata bem o que capta, mas capta cada vez menos — um descompasso que aponta para problemas de manutenção ou expansão da rede coletora, não de capacidade de tratamento (2 ETEs em 2020, acima da mediana nacional de 1).

O quadro social reforça essa fragilidade: apenas 48,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (Censo 2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), enquanto 43,3% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da UF (17,1%), colocando o município no percentil 88, entre os piores do Brasil. A perda de água, embora tenha recuado para 28,6% em 2024 (-15,4% na série), ainda representa quase um terço do volume produzido, próxima da mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional persistente que pressiona tanto a oferta hídrica quanto os custos do sistema.

No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 130.296 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 48), mas com trajetória de forte oscilação e alta acumulada de +162,4% desde 2010. As emissões de resíduos, de 8.334 tCO₂e, superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 60) e mantêm relação direta com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e destinação inadequada de dejetos, reforçando o vínculo entre a fragilidade do saneamento e a pressão ambiental do município. As emissões de energia também cresceram significativamente (+112,7%), atingindo 25.992 tCO₂e, acima da mediana nacional.

Em síntese, Mutuípe combina infraestrutura sanitária em regressão — sobretudo na coleta de esgoto e no acesso domiciliar — com indicadores ambientais de emissões próximos ou acima da mediana nacional. A prioridade de gestão deveria recair sobre a recuperação da rede coletora de esgoto e a redução da perda de água, medidas que, além do ganho social direto, tendem a conter o crescimento das emissões associadas a resíduos e ineficiências operacionais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.5%

2024

21
9.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.4%

2024

31
50.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

75.5%

2024

81
17.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
15.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.7%

2022

14
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.3%

2022

12
15.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

130.296 tCO₂e

2024

52
162.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.334 tCO₂e

2024

40
24.7% no período

Emissões de energia

SEEG

25.992 tCO₂e

2024

43
112.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.