NantesSP
2.699 habitantes · IBGE 3532157
Resumo socioambiental
Nantes/SP apresenta saneamento básico consolidado, ainda que com sinais recentes de deterioração operacional. A coleta de esgoto atinge 100,0% dos domicílios (2020) e o tratamento chega a 80,0% (2022), patamar bem superior à mediana nacional (37,7%) e ao percentil 77, embora abaixo da média do estado de São Paulo em cobertura de água. Já a cobertura de água, de 88,7% (2022), recuou 1,2% em relação ao período anterior e ficou abaixo dos 100% registrados entre 2018 e 2020, sinalizando possível defasagem na manutenção da infraestrutura. Esse quadro é reforçado pela perda de água, que saltou para 38,0% em 2022 — valor acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%) —, contrastando com os índices próximos de zero observados até 2016. Essa combinação sugere um sistema de abastecimento que, apesar de historicamente eficiente, vem enfrentando problemas de manutenção da rede que merecem atenção prioritária da gestão municipal.
No que se refere a resíduos sólidos, o município apresenta bom desempenho: 95,7% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), acima da mediana nacional e do percentil 93, com destino inadequado caindo para apenas 2,9% dos domicílios (redução de 59,1% desde 2010). Contudo, esse avanço na coleta não se refletiu nas emissões do setor, que cresceram 23,4% entre 2010 e 2024, atingindo 2.197 tCO₂e — ainda assim inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse descompasso entre melhoria na cobertura de coleta e aumento nas emissões de resíduos indica que o crescimento no volume gerado ou tratado não veio acompanhado de tecnologias de mitigação, como aproveitamento de biogás em aterros.
Em termos climáticos, Nantes reduziu suas emissões totais de GEE em 35,1% entre 2010 e 2024, chegando a 61.122 tCO₂e, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 26. As emissões de energia, embora tenham caído 10,4% no último ano, mostraram forte oscilação recente, com pico de 15.526 tCO₂e em 2023 antes de recuar para 7.436 tCO₂e em 2024 — um comportamento atípico frente à tendência de queda observada entre 2010 e 2021, que merece investigação sobre sua causa. Não há registros de eventos de cheia (2016), mas há ocorrência de seca observada, alinhada a um padrão comum no estado.
Em síntese, Nantes combina indicadores de saneamento acima da média nacional com sinais de alerta na gestão da infraestrutura hídrica, expressos pelo aumento da perda de água, e no setor de resíduos, onde o crescimento das emissões contrasta com os ganhos em cobertura de coleta. Recomenda-se priorizar investimentos na manutenção da rede de abastecimento e na mitigação das emissões associadas aos resíduos, aproveitando a boa base de cobertura já consolidada no município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.7%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
38.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
61.122 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.197 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.436 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
