NanuqueMG
35.554 habitantes · IBGE 3144300
Resumo socioambiental
Nanuque apresenta um quadro de saneamento básico misto, com sinais de retrocesso em indicadores-chave. A cobertura de água chegou a 89,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), mas essa taxa já foi de 100% entre 2008 e 2009, configurando queda acumulada de -10,9% no período. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de 27,0% em 2008 para 42,3% em 2022 (variação de +56,5%), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (35,0%) e posicionando o município no percentil 75 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência operacional crescente na rede.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto caiu de 95,7% em 2014 para 67,8% em 2021, ficando bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), no percentil 35. O tratamento, embora tenha evoluído de zero em 2014 para 17,0% em 2020, recuou para 12,8% em 2022, distante da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo valor da mediana nacional, mas muito aquém das 399 unidades da UF. Essa lacuna estrutural no tratamento de esgoto contrasta com a melhora nos indicadores censitários de coleta de resíduos domiciliares (93,1% em 2022, percentil 86) e queda no destino inadequado de dejetos domiciliares (6,6%, abaixo da mediana nacional de 14,9%), sugerindo que os avanços em resíduos sólidos não foram acompanhados por investimentos equivalentes em infraestrutura de esgotamento.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 509.646 tCO₂e em 2024, com leve queda de -2,8% frente a 2023, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Nanuque no percentil 80. As emissões de resíduos aumentaram 11,3% no período, atingindo 30.409 tCO₂e (percentil 89), movimento coerente com a estagnação do tratamento de esgoto e possível pressão de resíduos sólidos urbanos. As emissões de energia também subiram nos últimos dois anos, chegando a 68.937 tCO₂e em 2024, revertendo a trajetória de queda observada entre 2010 e 2019.
Do ponto de vista hidrológico, o município manteve potência hidráulica estável em 20 MW desde 2010, mas os registros de eventos extremos em 2016 chamam atenção: 3 registros de cheia (percentil 93) e 6 de seca (percentil 79), ambos muito acima das medianas nacionais (zero). Esse histórico de vulnerabilidade hídrica, somado às perdas crescentes na rede de água e ao déficit de tratamento de esgoto, reforça a necessidade de priorização de investimentos em infraestrutura sanitária e de gestão de perdas, sob risco de comprometer tanto a saúde pública quanto a resiliência ambiental do município nos próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
80.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
14.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
20 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
20 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
509.646 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
30.409 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
68.937 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
