Não-Me-ToqueRS

18.314 habitantes · IBGE 4312658

IA

Resumo socioambiental

Não-Me-Toque apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais de estagnação e um perfil de emissões em trajetória de alta acentuada. A cobertura de água atingiu 87,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e muito próxima da mediana estadual (88,1%), posicionando o município no percentil 67. Contudo, o indicador está estagnado desde 2016 no mesmo valor, após ter alcançado 93,0% em 2015 — um recuo relevante que não foi recuperado. A perda de água, de 27,4% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à mediana gaúcha (36,5%), mas voltou a subir depois de ter chegado a 16,4% em 2014, indicando deterioração operacional na distribuição que merece atenção da gestão.

No esgotamento sanitário, o município tem desempenho satisfatório: 93,5% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 86 nacional) e apenas 5,1% com destino inadequado, ainda bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente acima da mediana estadual (4,5%). Chama atenção, porém, a leve piora em ambos os indicadores desde 2010 (coleta caiu de 95,1% para 93,5%; destino inadequado subiu de 4,9% para 5,1%), sugerindo necessidade de reforço em investimentos de manutenção e expansão da rede.

O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE saltaram para 184.879 tCO₂e em 2024, alta de 36,3% frente ao ano anterior e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 58. O principal motor dessa escalada é o setor de energia, que mais que dobrou (+123,6%) desde 2023, chegando a 80.289 tCO₂e — quatro vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 78. As emissões de resíduos também cresceram de forma consistente (+20,3% no período, 8.445 tCO₂e em 2024, percentil 61), o que é coerente com a leve piora observada na destinação inadequada de esgoto e sugere pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e efluentes do município.

Em geração renovável, o município mantém apenas 3 MW de potência solar instalada desde 2023, sem crescimento, e uma pequena capacidade hidráulica de 140 kW estagnada há 15 anos — ambas aquém do potencial esperado diante do salto nas emissões de energia. Os registros de eventos climáticos (2 cheias e 3 secas em 2016) são baixos em termos absolutos, mas superiores à mediana nacional (zero), indicando alguma exposição a extremos hidrológicos que reforça a importância de monitorar a relação entre infraestrutura hídrica, perdas de água e resiliência climática local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.6%

2024

70
1.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.9%

2024

64
33.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.5%

2022

86
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.1%

2022

75
4.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

SolarHidráulica

Potência solar

ANEEL (SIGA)

3 MW

2024

72
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

140 kW

2024

5
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

3 MW

2024

72
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

184.879 tCO₂e

2024

42
36.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.445 tCO₂e

2024

39
20.3% no período

Emissões de energia

SEEG

80.289 tCO₂e

2024

22
123.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.