NaviraíMS

52.707 habitantes · IBGE 5005707

IA

Resumo socioambiental

Naviraí/MS apresenta em 2022 cobertura de água de 92,1%, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (86,0%), colocando o município no percentil 74 do país. Já o saneamento de esgoto é o principal gargalo socioambiental: a coleta atingiu apenas 44,0% em 2021 e o tratamento 31,3% em 2022, ambos abaixo da mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente), posicionando o município nos percentis 23 e 47. Apesar do avanço expressivo desde 2007 (coleta saltou de 13,8% para 44,0%, alta de +219,4%), o município opera com apenas 1 ETE, igual à mediana nacional mas muito aquém da média estadual de 81 unidades, o que limita a capacidade de ampliar o tratamento no curto prazo.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 25,1% em 2022 (-5,3% no período), ainda representa desperdício relevante, ficando ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média do MS (31,2%). Do lado da gestão de resíduos sólidos domiciliares, os indicadores são positivos: 96,2% dos domicílios têm coleta (percentil 94, muito acima da mediana nacional de 76,9%) e o destino inadequado caiu para 3,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,8%). Esse contraste — bom desempenho na coleta domiciliar, mas baixo tratamento de esgoto — sugere que o esforço municipal tem priorizado a logística de resíduos sólidos em detrimento da infraestrutura de saneamento básico, o que pode comprometer corpos hídricos locais.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.062.269 tCO₂e em 2024, com queda de -19,9% frente a 2010, mas ainda no percentil 90 nacional, refletindo o peso do setor rural/energético típico do interior do MS. As emissões de energia caíram -43,9% no período, indicando ganhos de eficiência ou mudança da matriz, enquanto as emissões de resíduos cresceram +59,6%, atingindo 46.514 tCO₂e — percentil 93 nacional —, evidenciando que o avanço na cobertura de coleta de lixo não veio acompanhado de tratamento adequado do metano gerado em aterros, coerente com o baixo índice de tratamento de esgoto e ETEs insuficientes.

Por fim, o município mantém 12 MW de potência instalada em biomassa desde 2010 (percentil 68), sem expansão na última década, e registrou eventos de cheia (1) e seca (3) em 2016, sinalizando exposição a variabilidade hídrica que reforça a necessidade de investimentos em resiliência e infraestrutura de saneamento. Em síntese, Naviraí avança em água e resíduos sólidos, mas exige atenção prioritária ao tratamento de esgoto e à gestão de emissões de resíduos para reduzir passivos ambientais e riscos à saúde pública.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.1%

2024

83
2.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

38.1%

2024

29
188.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

34.3%

2024

51
182.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.2%

2024

72
11.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.2%

2022

94
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.2%

2022

83
48.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

12 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.062.269 tCO₂e

2024

10
19.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

46.514 tCO₂e

2024

7
59.6% no período

Emissões de energia

SEEG

318.872 tCO₂e

2024

7
43.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.