NazaréBA

28.403 habitantes · IBGE 2922508

IA

Resumo socioambiental

Nazaré/BA apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços pontuais em saneamento básico mas fragilidades importantes no tratamento de esgoto e nas emissões de resíduos. A cobertura de água atingiu 79,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas ligeiramente abaixo da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 55. A perda de água, de 23,0% em 2022, também é favorável frente ao cenário nacional (mediana 29,9%) e estadual (35,0%), embora tenha revertido a tendência de queda observada até 2021. O ponto mais crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2012, apesar da coleta ter alcançado 100% em 2015 — um descompasso que indica que o esgoto coletado é lançado sem tratamento, provavelmente pressionando corpos hídricos locais.

No recorte domiciliar, o Censo de 2022 mostra 79,6% dos domicílios com coleta de resíduos, acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado de resíduos subiu para 17,9%, superando tanto a mediana nacional (14,9%) quanto a média estadual (17,1%). Essa deterioração é coerente com a trajetória das emissões de resíduos no SEEG, que mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+103,4%), atingindo 13.457 tCO₂e em 2024 — valor mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 75, sinalizando gestão de resíduos sólidos como principal vetor de pressão ambiental do município.

Em contrapartida, as emissões totais de GEE caíram 19,1% entre 2010 e 2024, fechando em 69.303 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 29, refletindo também recuo nas emissões de energia (-2,2%, para 32.330 tCO₂e). Contudo, essa redução global convive com o crescimento consistente das emissões de resíduos, evidenciando que os ganhos em outros setores não compensam a deterioração da gestão de resíduos sólidos. Os registros de eventos hidrológicos (2 cheias em 2016, sem registro de seca) colocam o município no percentil 87 nacional para cheias, mas a base de dados limitada a um único ano restringe conclusões sobre tendência.

Em síntese, Nazaré combina indicadores de água tratada relativamente satisfatórios com lacunas estruturais graves em tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, que crescem de forma consistente e demandam investimento prioritário, especialmente diante do aumento do destino inadequado de resíduos, que já supera as referências estadual e nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.4%

2024

55
4.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2015

43.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

25.6%

2024

59
5.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.6%

2022

55
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.9%

2022

44
3.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

69.303 tCO₂e

2024

71
19.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.457 tCO₂e

2024

25
103.4% no período

Emissões de energia

SEEG

32.330 tCO₂e

2024

39
2.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.