Nazaré da MataPE

32.153 habitantes · IBGE 2609501

IA

Resumo socioambiental

Nazaré da Mata/PE apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços expressivos e recentes retrocessos no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 81,9% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (71,4%), posicionando o município no percentil 63. No entanto, esse indicador vinha de um pico de 100% em 2022, caindo para 84,7% em 2023 e 81,9% em 2024 — sinal de possível deterioração na manutenção ou ampliação da rede. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado significativamente de 59,7% (2010) para 32,1% (2024), ainda supera a mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional persistente, ainda que abaixo da média estadual (39,3%).

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto está em apenas 25,8% (2024), muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (37,6%), no percentil 19 — um dos piores indicadores do dossiê. Chama atenção que a série mostra um pico de 37% em 2016, seguido de queda constante até o patamar atual, sugerindo perda de capacidade de coleta ao longo dos anos. O tratamento de esgoto, em 19,0% (2024), também está abaixo da mediana nacional (33,3%) e estadual (33,7%), com apenas 1 ETE registrada no município (2020). Essa combinação de baixa coleta e baixo tratamento, associada a 16,5% dos domicílios com destino inadequado de resíduos (2022, acima da mediana nacional de 14,9%), ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do setor de saneamento cresceram 41,5% desde 2010, atingindo 28.377 tCO₂e em 2024 — valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 88, entre os piores do país nesse quesito.

As emissões totais de GEE somaram 93.939 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas o setor de resíduos e o de energia (42.085 tCO₂e, percentil 66) puxam o perfil de emissões para cima proporcionalmente. A geração de energia solar permanece estagnada em 1 MW desde 2021, sem evolução, embora esteja no percentil 57 nacional. Não há registros recentes de eventos climáticos extremos (dados de 2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos atualizados.

Em síntese, Nazaré da Mata avançou na cobertura de água, mas enfrenta um gargalo estrutural grave em esgotamento sanitário, com trajetória de retrocesso desde 2016-2017. A relação entre baixa coleta/tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de resíduos evidencia a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de saneamento, tanto para reverter a queda na cobertura de água quanto para ampliar a capacidade de tratamento, reduzindo simultaneamente impactos ambientais e riscos à saúde pública.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.9%

2024

63
3.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

25.8%

2024

19
83.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.0%

2024

40
124.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.1%

2024

43
46.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.9%

2022

50
10.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.5%

2022

47
16.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

57
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

57
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

93.939 tCO₂e

2024

62
16.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

28.377 tCO₂e

2024

12
41.5% no período

Emissões de energia

SEEG

42.085 tCO₂e

2024

34
24.4% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.