Nazaré PaulistaSP
18.620 habitantes · IBGE 3532405
Resumo socioambiental
Nazaré Paulista apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico frágil e muito abaixo dos padrões estaduais e nacionais, embora com sinais recentes de melhora. A cobertura de água atinge 44,5%, patamar muito inferior à mediana nacional (73,2%) e ao valor de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 16 do país. A coleta de esgoto, de 25,3%, também está bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (92,5%), percentil 19. Ainda assim, ambos os indicadores mostram trajetória de recuperação desde 2022, revertendo décadas de estagnação ou queda observadas entre 2010 e 2021.
O tratamento de esgoto é o ponto mais positivo do saneamento local: 34,8% em 2024, com salto expressivo de +100,9% em relação a 2010, superando a mediana nacional (33,3%) e situando o município no percentil 51 — desempenho mediano frente ao Brasil, mas ainda distante da UF (66,6%). Chama atenção, porém, o descompasso entre a baixa coleta de esgoto (25,3%) e o tratamento relativamente maior (34,8%), o que sugere eficiência pontual nas ETEs existentes, mas insuficiência de rede coletora — o município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito aquém das 869 unidades do estado. A perda de água, de 27,7%, está próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), indicando desempenho similar à média do país nesse quesito, apesar da baixa cobertura geral.
No eixo de resíduos domiciliares, o quadro é preocupante: a coleta de lixo caiu de 84,5% (2010) para 62,3% (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), percentil 28. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos caiu de 15,5% para 5,5% no mesmo período, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante do resultado do estado (1,0%). Essa aparente contradição — menor cobertura de coleta com menor destinação inadequada — pode refletir mudança na metodologia ou nos padrões de disposição domiciliar, e merece investigação local mais detalhada.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 14.992 tCO₂e em 2024 (-77,2% ante 2023), ficando muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 6 — o melhor indicador do dossiê. Entretanto, essa queda contrasta com o aumento constante das emissões de resíduos, que atingiram 11.852 tCO₂e (+47,4% desde 2010), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 71, e das emissões de energia, em 27.242 tCO₂e (+30,2%), também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), percentil 58. Isso indica que a redução das emissões totais decorre provavelmente de mudanças em uso da terra ou agropecuária, enquanto os setores de resíduos e energia seguem em trajetória de crescimento — um alerta para o planejamento de gestão de resíduos e eficiência energética, especialmente diante
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
44.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
25.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
34.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
14.992 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.852 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
27.242 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
