NazaréTO

4.660 habitantes · IBGE 1714302

IA

Resumo socioambiental

Nazaré/TO apresenta cobertura de água de 87,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil estadual (86,6%), embora tenha recuado 5,2 pontos percentuais em relação a 2021 (98,7%), rompendo uma trajetória de estabilidade observada entre 2015 e 2021. A perda de água segue o mesmo movimento: após atingir mínimas históricas (13,3% em 2015), voltou a subir para 28,2% em 2022, ainda ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média do Tocantins (34,3%), mas indicando possível deterioração na gestão da rede de abastecimento que merece monitoramento.

No saneamento de esgoto, o município avançou expressivamente desde 2010: a cobertura de coleta saltou de 40,3% para 68,8% em 2022, e o destino inadequado de dejetos caiu de 59,7% para 20,6% no mesmo período — uma redução de 65,4%. Apesar do progresso, Nazaré ainda está abaixo da mediana nacional de coleta (76,9%) e acima da mediana nacional de destino inadequado (14,9%), situando-se no percentil 61 nesse último indicador, ou seja, entre os municípios com pior desempenho relativo no país.

Nas emissões de GEE, o município soma 168.109 tCO₂e em 2024, valor 27,8% superior a 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-se no percentil 56. As emissões de resíduos, embora crescentes (+13% desde 2010, chegando a 2.116 tCO₂e), permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 14 — um contraste relevante com a ainda incompleta cobertura de coleta de esgoto, sugerindo que o principal desafio ambiental do município não está na pressão de resíduos, mas na energia (4.088 tCO₂e, +49,4% desde 2010) e no conjunto das emissões setoriais, que crescem mais rápido que a média nacional.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, ano da última atualização disponível dessas séries, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Nazaré combina avanços estruturais notáveis em esgotamento sanitário com sinais de retrocesso na gestão hídrica (queda na cobertura de água e aumento das perdas) e crescimento consistente das emissões de GEE, configurando uma agenda prioritária de investimento em manutenção de redes de abastecimento e em eficiência energética.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.9%

2024

68
8.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.3%

2024

74
29.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.8%

2022

37
70.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.6%

2022

39
65.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

168.109 tCO₂e

2024

44
27.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.116 tCO₂e

2024

86
13.0% no período

Emissões de energia

SEEG

4.088 tCO₂e

2024

83
49.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.