NeópolisSE

16.558 habitantes · IBGE 2804409

IA

Resumo socioambiental

Neópolis apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 92,7% em 2022 — alta de 48,3% desde 2008 e patamar acima da mediana nacional (76,5%) e próximo ao referencial estadual (91,7%, percentil 75. Entretanto, esse ganho de cobertura convive com perda de água elevada: 58,1% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e superior à média sergipana (52,8%), colocando o município no percentil 91 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Após um período de melhoria expressiva (mínimo de 38,2% em 2018), as perdas voltaram a subir desde 2019, indicando possível deterioração operacional da rede mesmo com a expansão da cobertura, o que compromete a eficiência dos investimentos em saneamento.

No manejo de resíduos sólidos, o município evoluiu de forma consistente: a coleta domiciliar atingiu 86,9% em 2022 (mediana nacional 76,9%, praticamente igual à UF de 87,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 25,3% (2010) para 9,6% (2022), redução de 61,8%. Ainda assim, esse indicador fica acima do valor estadual (8,5%), sugerindo espaço para melhoria na disposição final. Esse quadro de maior cobertura de coleta se reflete no crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 7.827 para 12.329 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+57,5%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 72), evidenciando que a ampliação do atendimento não foi acompanhada de tratamento ou destinação de menor impacto climático.

O balanço de emissões totais de GEE agrava esse cenário: o município saltou de 92.719 tCO₂e (2023) para 195.548 tCO₂e em 2024, alta de 95,4% em um único ano, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 60). Esse salto é puxado principalmente pelo setor de energia, que mais que triplicou desde 2010 (+217,4%), atingindo 29.685 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — enquanto a capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 1 MW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (5 MW, percentil 25), sem contribuição relevante para mitigação ou diversificação da matriz energética local.

Em síntese, Neópolis avançou de forma notável na universalização do acesso à água e à coleta de resíduos, superando referências nacionais e aproximando-se dos padrões estaduais. Contudo, a alta perda de água na distribuição e o crescimento acelerado das emissões — tanto de resíduos quanto de energia — indicam que a infraestrutura ambiental do município não acompanha, em eficiência e sustentabilidade, os ganhos de cobertura, exigindo atenção prioritária dos gestores para redução de perdas hídricas e controle das emissões setoriais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.2%

2024

81
33.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.9%

2024

13
13.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.9%

2022

70
16.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.6%

2022

62
61.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

195.548 tCO₂e

2024

40
95.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.329 tCO₂e

2024

28
57.5% no período

Emissões de energia

SEEG

29.685 tCO₂e

2024

41
217.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.