Nilo PeçanhaBA

12.418 habitantes · IBGE 2922607

IA

Resumo socioambiental

Nilo Peçanha/BA apresenta quadro crítico no saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: apenas 24,6% dos domicílios têm cobertura em 2022, valor estagnado desde 2020 e muito distante da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do país. Paradoxalmente, a coleta de esgoto é elevada, 95,2% em 2020, superior à mediana nacional (87,8%) e ao dado da Bahia (63,0%), mas todo esse volume coletado carece de tratamento, que permanece em 0,0% desde 2017, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 53,1%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado é lançado sem qualquer tratamento no ambiente, representando risco sanitário e ambiental relevante.

A situação hídrica se agrava pelo aumento expressivo da perda de água na distribuição, que saltou de 18,1% (2018) para 32,9% em 2022, alta de 213,9% desde 2008, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (35,0%, percentil 57). Esse cenário de perdas crescentes, combinado à cobertura de água já baixa, sugere problemas estruturais na rede de abastecimento que comprometem a eficiência do sistema e podem estar limitando a expansão da cobertura. No âmbito de resíduos sólidos, a coleta domiciliar atinge 59,5% em 2022 (percentil 25), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora em queda (de 43,1% para 35,2% entre 2010 e 2022), ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (17,1%, percentil 80).

Em emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 150.589 tCO₂e em 2024, próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 53), com trajetória oscilante e alta acumulada de 90,3% desde 2010. As emissões de energia cresceram de forma acentuada, de 913 para 7.263 tCO₂e (+695,3%), refletindo maior consumo energético, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 29). As emissões de resíduos também avançaram (+55,2%, para 5.544 tCO₂e em 2024), coerente com a persistência de destinação inadequada de resíduos sólidos identificada no Censo, embora o valor permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 46).

Em síntese, Nilo Peçanha enfrenta desafios estruturais prioritários em saneamento — sobretudo na ampliação e eficiência do abastecimento de água e na implantação de tratamento de esgoto — que demandam investimento urgente, dado o descolamento entre boa cobertura de coleta e ausência total de tratamento. A tendência de aumento de perdas hídricas e emissões de energia e resíduos reforça a necessidade de monitoramento contínuo e planejamento integrado entre infraestrutura sanitária e gestão ambiental municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.8%

2024

16
79.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

95.2%

2020

13.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

23.1%

2024

67
190.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.5%

2022

25
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.2%

2022

20
18.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

150.589 tCO₂e

2024

47
90.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.544 tCO₂e

2024

54
55.2% no período

Emissões de energia

SEEG

7.263 tCO₂e

2024

71
695.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.