Nina RodriguesMA

14.551 habitantes · IBGE 2107209

IA

Resumo socioambiental

Nina Rodrigues/MA apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 33,6% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 59,6%, posicionando o município no percentil 8 do país. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que saltou para 81,2% em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e superior à média do Maranhão (56,3%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com altíssimo desperdício indica ineficiência estrutural grave na gestão hídrica local.

O saneamento de esgoto e resíduos também revela deficiências acentuadas. A coleta domiciliar de lixo alcançou 45,5% dos domicílios em 2022, ante mediana nacional de 76,9%, enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 53,0% dos domicílios — mais de três vezes a mediana do país (14,9%) e quase o dobro da média estadual (29,4%), situando o município no percentil 94. Embora tenha havido melhora expressiva desde 2010 (quando o destino inadequado chegava a 80,4%), o ritmo de avanço é insuficiente diante do déficit ainda acumulado, e essa lacuna se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 108,6% desde 2010, atingindo 5.313 tCO₂e em 2024.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 207.860 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 61. A série histórica mostra grande volatilidade, com pico de 380.176 tCO₂e em 2020, sugerindo eventos pontuais relevantes, possivelmente associados a mudanças no uso da terra. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+623,0% desde 2010), embora ainda representem parcela pequena do total e estejam abaixo da mediana nacional (percentil 20).

Por fim, os registros de eventos extremos disponíveis (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 4 de seca, ambos superiores à mediana nacional (zero), com percentis 87 e 72, respectivamente, indicando vulnerabilidade hidroclimática relevante que se soma à fragilidade da infraestrutura de água e esgoto. O conjunto dos dados aponta para a urgência de investimentos em redução de perdas hídricas e ampliação da cobertura de coleta e destinação adequada de resíduos, dado que essas duas frentes concentram os maiores desvios do município em relação aos padrões nacionais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

28.5%

2024

6
1.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

93.4%

2024

1
26.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.5%

2022

11
131.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.0%

2022

6
34.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

207.860 tCO₂e

2024

39
68.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.313 tCO₂e

2024

56
108.6% no período

Emissões de energia

SEEG

4.610 tCO₂e

2024

80
623.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.