NiteróiRJ
516.720 habitantes · IBGE 3303302
Resumo socioambiental
Niterói apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e muito superior aos padrões nacionais. A cobertura de água atinge 100,0% desde 2008, contra mediana nacional de 76,5% e percentil 100 em 2022. A coleta de esgoto chegou a 95,5% em 2021, acima da mediana do país (87,8%) e bem superior à média fluminense (72,7%), enquanto o tratamento de esgoto é de 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da própria UF (56,6%). Essa robustez é sustentada por 9 ETEs no município (2020), número que coloca Niterói no percentil 98 nacional. A perda de água na distribuição, embora ainda relevante em 24,8% (2022), caiu 29,2% desde 2008 e está abaixo da mediana nacional (29,9%), indicando ganhos de eficiência operacional consistentes ao longo da série.
Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é mais heterogêneo. O percentual de domicílios com coleta caiu de 99,0% (2010) para 81,5% (2022), uma queda de 17,7% que merece atenção da gestão local, mesmo estando próxima da mediana nacional (76,9%) e um pouco abaixo da média estadual (84,0%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos é baixíssimo, 0,6% em 2022, muito inferior à mediana do país (14,9%) e ao valor da UF (2,0%), o que sugere que a queda na cobertura de coleta não implicou piora na destinação final, mas pode refletir mudança na forma de registro ou lacunas de atendimento em áreas específicas.
O aspecto mais crítico do dossiê é o de emissões. As emissões totais de GEE somaram 1.523.127 tCO₂e em 2024, no percentil 93 nacional, com destaque para o setor de resíduos, que atingiu 486.328 tCO₂e, valor 28,5% maior que em 2010 e no percentil 100 do país — ou seja, o maior padrão de emissões por resíduos entre os municípios comparados. Essa trajetória crescente de emissões de resíduos contrasta com a baixa taxa de destinação inadequada domiciliar, sugerindo que o problema está concentrado na gestão e disposição final dos resíduos coletados, não na cobertura de coleta em si. As emissões de energia, embora tenham caído 7,3% desde 2010, voltaram a subir nos últimos anos, atingindo 1.041.857 tCO₂e em 2024, e a capacidade instalada de biomassa permanece modesta (4 MW), abaixo da mediana nacional (5 MW).
Em síntese, Niterói destaca-se positivamente em água e esgoto, com indicadores próximos da universalização e muito acima das referências nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios crescentes em emissões associadas a resíduos e energia, além de uma queda preocupante na cobertura domiciliar de coleta. Para os gestores, o dossiê aponta a necessidade de investigar as causas da queda na coleta domiciliar e de priorizar ações de mitigação no setor de resíduos, que hoje representa o principal vetor de pressão ambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
97.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
9
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.523.127 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
486.328 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.041.857 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
