NonoaiRS
14.056 habitantes · IBGE 4312708
Resumo socioambiental
Nonoai/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 64,2%, valor que representa retração de 13,2% desde 2008 e posiciona o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do patamar estadual (88,1%), no percentil 35. Chama atenção a queda abrupta entre 2021 (76,1%) e 2022, rompendo uma trajetória de relativa estabilidade na década anterior. A perda de água na distribuição, de 22,2% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média gaúcha (36,5%), indicando que o problema do município está mais associado à abrangência da rede do que à eficiência operacional do sistema já instalado.
No saneamento domiciliar, a coleta de resíduos atinge 75,6% dos domicílios (2022), praticamente estável em relação a 2010, e próxima da mediana nacional (76,9%), mas abaixo do padrão estadual (82,7%). O destino inadequado de resíduos caiu de 23,0% para 14,6% entre 2010 e 2022, uma melhora expressiva de 36,6%, ainda que o valor permaneça muito acima do referencial do Rio Grande do Sul (4,5%), evidenciando que o avanço recente não foi suficiente para aproximar o município do desempenho típico da UF.
Nas emissões, o total de GEE recuou 17,2% entre 2010 e 2024, chegando a 92.438 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, essa redução agregada mascara dinâmicas distintas: as emissões de energia saltaram 181,2% no período, para 56.463 tCO₂e, colocando o município no percentil 72 nacional, bem acima da mediana (18.929 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos cresceram 12,6%, para 5.571 tCO₂e, movimento coerente com a persistência de destino inadequado de parte dos domicílios. A geração de energia renovável não acompanha essa pressão: a potência solar está estagnada em 420 kW desde 2020, aquém da mediana nacional (908 kW), enquanto a potência hidráulica, considerada de maior impacto ambiental, cresceu 27% e atinge 48 MW, no percentil 78 nacional.
Do ponto de vista de eventos extremos, o único registro disponível (2016) aponta 3 ocorrências de cheia e 6 de seca, ambos acima da mediana nacional (0), sinalizando exposição a variabilidade hídrica que reforça a importância de investimentos em infraestrutura de água, já fragilizada pela queda de cobertura observada em 2022. Em conjunto, os indicadores sugerem que Nonoai precisa priorizar a expansão da rede de abastecimento e o tratamento adequado de resíduos, ao mesmo tempo em que deve conter o crescimento das emissões ligadas ao setor energético, sob pena de comprometer os ganhos ambientais obtidos na última década.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
49 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
420 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
48 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
420 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
92.438 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.571 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
56.463 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
