Nossa Senhora AparecidaSE

9.496 habitantes · IBGE 2804458

IA

Resumo socioambiental

Nossa Senhora Aparecida/SE apresenta saneamento de água e coleta de esgoto em patamar destacado frente ao restante do país, mas com um gargalo estrutural grave no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 97,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (93,7%), posicionando o município no percentil 90. A coleta de esgoto, de 97,7% (2021), também supera amplamente a mediana nacional (59,9%) e a UF (51,6%). Entretanto, o tratamento de esgoto é de 0,0% desde 2012, contra uma mediana nacional de 33,3% e UF de 46,0% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que compromete os ganhos aparentes de cobertura e representa risco sanitário e ambiental relevante.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 25,4% desde 2010, ainda é alta: 52,6% em 2024, próxima da UF (54,9%) mas quase o dobro da mediana nacional (29,1%), colocando o município no percentil 85 (pior faixa). Esse desperdício indica ineficiência operacional que pode pressionar custos e a sustentabilidade do sistema de abastecimento, mesmo com boa cobertura formal. No campo dos resíduos domiciliares, a coleta chega a 70,8% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (87,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda atinge 28,3% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (8,5%), no percentil 72. Essa combinação de baixa cobertura de coleta e alto destino inadequado ajuda a explicar o crescimento de 30,5% nas emissões de resíduos (SEEG), que passaram de 3.219 para 4.202 tCO₂e entre 2010 e 2024, na contramão da tendência de queda observada nas emissões totais do município.

As emissões totais de GEE caíram 25,0% no período, de 113.409 para 85.087 tCO₂e (2024), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 35, indicando perfil emissor relativamente baixo em comparação com outros municípios. Contudo, essa redução agregada esconde uma trajetória preocupante nas emissões de energia, que saltaram 190,5%, de 6.055 para 17.592 tCO₂e, aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse aumento sugere maior consumo energético associado a atividades locais e merece monitoramento, já que pode reverter os ganhos obtidos em outras frentes.

Quanto a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, mas foram contabilizados 10 registros de seca observada, valor bem inferior à média da UF (240) no mesmo ano, ainda que acima da mediana nacional (0), posicionando o município no percentil 86 para esse indicador. Em síntese, o município combina infraestrutura de água e coleta de esgoto acima da média nacional com deficiências críticas em tratamento de esgoto, perdas de água elevadas e destinação inadequada de resíduos — fatores que, somados ao crescimento das emissões de energia, indicam a necessidade de investimentos direcionados ao tratamento

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.4%

2024

90
20.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.7%

2021

2.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

52.6%

2024

15
25.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.8%

2022

41
12.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.3%

2022

28
23.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

85.087 tCO₂e

2024

65
25.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.202 tCO₂e

2024

64
30.5% no período

Emissões de energia

SEEG

17.592 tCO₂e

2024

51
190.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.