Nossa Senhora da GlóriaSE

43.255 habitantes · IBGE 2804508

IA

Resumo socioambiental

Nossa Senhora da Glória apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 98,4% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (91,7%), posicionando o município no percentil 84. Entretanto, esse serviço convive com perdas de água elevadas, de 59,5% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima do próprio patamar sergipano (52,8%), colocando o município no percentil 92, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A série histórica mostra oscilação constante, com pico de perdas em 2021 (66,5%), sugerindo fragilidade operacional persistente na rede, mesmo com boa universalização do acesso.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta estagnou em 54,1% desde 2012 (sem atualização posterior no SNIS) e o tratamento é 0,0%, enquanto a mediana nacional de tratamento em 2022 já alcança 37,7% e a média estadual, 46,3%. Pelos dados do Censo IBGE, a coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 72,3% (2010) para 81,9% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado de domicílios ainda atinge 17,4%, superior à mediana do país (14,9%) e muito acima da média de Sergipe (8,5%) — evidenciando que a evolução na coleta não foi acompanhada por destinação final adequada.

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram 48,7% entre 2010 e 2024, chegando a 333.008 tCO₂e, valor bem superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 72. O crescimento é puxado principalmente pelo setor de energia, que triplicou (+214,2%) no período, e pelas emissões de resíduos, que subiram 75,6%, reforçando a hipótese de que a ausência de tratamento de esgoto e a lacuna na destinação adequada de resíduos sólidos contribuem diretamente para o aumento das emissões do setor.

Do ponto de vista climático-hidrológico, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 13 registros de seca observada, abaixo do total estadual (240) porém relevante frente à mediana nacional (0), no percentil 92. Em síntese, Nossa Senhora da Glória combina bom desempenho no acesso à água e à coleta de resíduos com deficiências estruturais graves em tratamento de esgoto, perdas hídricas e trajetória crescente de emissões, exigindo priorização de investimentos em infraestrutura de saneamento e eficiência energética para reverter as tendências mais preocupantes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.1%

2024

93
0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

54.1%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

54.6%

2024

13
6.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.9%

2022

60
13.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.4%

2022

45
37.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

333.008 tCO₂e

2024

28
48.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

27.612 tCO₂e

2024

12
75.6% no período

Emissões de energia

SEEG

130.411 tCO₂e

2024

15
214.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.