Nova AliançaSP

6.858 habitantes · IBGE 3532801

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Resumo socioambiental

Nova Aliança/SP apresenta saneamento básico acima da média nacional, embora com sinais de retração recente. A cobertura de água atingiu 89,6% em 2024, superior à mediana do Brasil (73,2%) e no percentil 76, mas ainda abaixo do patamar de 100% observado entre 2018 e 2020, indicando perda de universalização ao longo da série. A coleta de esgoto, também em 89,6% (2024), supera a mediana nacional (59,9%) e está no percentil 82, porém caiu 9,4% frente ao pico histórico de 100%. Mais preocupante é o tratamento de esgoto, que recuou 41,8% desde 2017, chegando a 58,3% em 2024 — ainda acima da mediana nacional (33,3%) e do percentil 67, mas distante do índice estadual (66,6%) e do próprio histórico do município, que já tratou 100% do esgoto coletado.

Um ponto positivo é a forte redução da perda de água na distribuição, que caiu de 64,7% (2020) para 15,9% (2024), colocando o município no percentil 15 nacional — ou seja, entre os municípios com menor desperdício, superando inclusive a mediana do Brasil (29,1%) e a média estadual (28,2%). Essa melhoria operacional contrasta com o retrocesso no tratamento de esgoto, sugerindo que os investimentos recentes priorizaram a rede de distribuição em detrimento da estação de tratamento, que opera com apenas 1 ETE desde 2020.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 9,2% desde 2010, somando 77.017 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 33. Entretanto, essa tendência de queda não é uniforme entre os setores: as emissões de energia cresceram 31,3% no período, chegando a 11.514 tCO₂e, e as de resíduos aumentaram 15,4%, atingindo 3.918 tCO₂e — um crescimento coerente com a queda no tratamento de esgoto, já que resíduos não tratados adequadamente tendem a gerar mais emissões. A matriz energética local permanece estagnada, com apenas 2 MW de potência em biomassa desde 2010, abaixo da mediana nacional (5 MW).

Em síntese, Nova Aliança apresenta indicadores de saneamento e clima relativamente favorável frente ao cenário nacional, com destaque para a baixa perda de água e emissões controladas. Contudo, a queda expressiva no tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de energia e resíduos indicam a necessidade de atenção prioritária dos gestores para reverter essas tendências antes que comprometam os ganhos já obtidos em cobertura e eficiência hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.6%

2024

76
9.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.6%

2024

82
9.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

58.3%

2024

67
41.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.9%

2024

85
60.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.4%

2022

89
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.4%

2022

78
27.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

77.017 tCO₂e

2024

67
9.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.918 tCO₂e

2024

66
15.4% no período

Emissões de energia

SEEG

11.514 tCO₂e

2024

61
31.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.