Nova Alvorada do SulMS
23.054 habitantes · IBGE 5006002
Resumo socioambiental
Nova Alvorada do Sul/MS apresenta déficit estrutural significativo em saneamento básico, com destaque negativo para a coleta de esgoto, que atingiu apenas 15,5% dos domicílios em 2021 — muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e da média estadual de 70,5%, posicionando o município no percentil 10 do país. O tratamento de esgoto, embora tenha saltado 146,7% entre 2019 e 2022 (de 6,5% para 15,9%), ainda permanece bem aquém da mediana nacional (37,7%) e estadual (52,2%). A cobertura de água também regrediu: caiu de 92,4% em 2008 para 72,8% em 2022, uma perda de 21,2 pontos percentuais, ficando ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do patamar estadual (86,0%). A perda de água na distribuição, de 24,2% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do MS (31,2%), indicando eficiência operacional relativamente melhor nesse aspecto, apesar do baixo acesso.
No âmbito climático, o município se destaca negativamente: as emissões totais de GEE somaram 1.168.827 tCO₂e em 2024, valor 91 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Nova Alvorada do Sul no percentil 91 do país — perfil típico de município com forte atividade agropecuária. As emissões de resíduos cresceram 128,3% entre 2010 e 2024 (de 5.455 para 12.450 tCO₂e), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e alcançando o percentil 72, um movimento coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos domiciliares, que atingia 14,9% dos domicílios em 2022 — exatamente na mediana nacional, mas quase 5 pontos acima da média estadual (9,8%).
Por outro lado, o município mostra avanço na coleta domiciliar de resíduos sólidos, que passou de 73,9% (2010) para 84,5% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo do padrão estadual (88,2%). Na matriz energética, chama atenção a expressiva capacidade instalada de biomassa (135 MW, percentil 96 nacional), constante desde 2010, o que sugere potencial não explorado para mitigar emissões locais caso associado a políticas de eficiência energética e uso de resíduos agroindustriais.
Em síntese, o quadro socioambiental do município é marcado por contradição entre avanços pontuais em coleta de resíduos e capacidade de geração de energia limpa, e deficiências estruturais graves em saneamento de esgoto, que se refletem diretamente no crescimento das emissões associadas a resíduos. A ausência de expansão do número de ETEs desde 2020 (mantendo-se em 1 unidade, percentil 77 nacional apesar do baixo valor absoluto) sinaliza necessidade urgente de investimento em infraestrutura de tratamento, sob risco de comprometer tanto a saúde pública quanto as metas de redução de emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.8%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
15.5%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
15.9%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.2%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
135 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
58 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.168.827 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.450 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
121.822 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
