Nova BassanoRS

9.877 habitantes · IBGE 4312906

IA

Resumo socioambiental

Nova Bassano/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em destinação de resíduos, mas defasagens estruturais em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 65,2% em 2022, crescimento de +13,6% desde 2008, porém ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do desempenho gaúcho (88,1%), posicionando o município no percentil 36. A perda de água, embora tenha recuado para 23,2% em 2022 (-21,0% na série), ficou abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), indicando gestão comparativamente eficiente da rede, apesar da oscilação com pico de 35,0% em 2010.

O saneamento domiciliar chama atenção: a coleta de esgoto caiu de 73,8% (2010) para 59,9% (2022), retração de -18,9%, ficando aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), com percentil 25 — um retrocesso que merece investigação sobre causas (possível mudança metodológica do Censo ou expansão urbana sem acompanhamento da rede). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares foi praticamente eliminado, caindo de 26,2% para 0,5% entre 2010 e 2022, resultado muito superior à mediana nacional (14,9%) e à própria UF (4,5%), colocando o município no percentil 3 (melhor extremo). Essa melhora contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que subiram para 6.882 tCO₂e em 2024 (+7,8% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a correta destinação não eliminou a geração de metano associada aos aterros ou compostagem.

No balanço de emissões totais, Nova Bassano reduziu suas emissões de GEE para 152.843 tCO₂e em 2024, queda de -26,9% em relação a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 53. As emissões de energia se mantiveram praticamente estáveis (30.529 tCO₂e, -0,5%), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 60), enquanto a potência hidráulica instalada mais que dobrou desde 2010, chegando a 32 MW em 2024 (+182,2%), acima da mediana nacional (10 MW), reforçando a matriz energética renovável local. Eventos hidrológicos registrados em 2016 (1 cheia e 2 secas) foram pontuais e inferiores à média estadual, não configurando padrão preocupante até o momento, mas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo diante da variabilidade climática regional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.7%

2024

37
10.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.0%

2024

70
37.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.9%

2022

25
18.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.5%

2022

97
98.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

32 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

32 MW

2024

72
182.2% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

152.843 tCO₂e

2024

47
26.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.882 tCO₂e

2024

46
7.8% no período

Emissões de energia

SEEG

30.529 tCO₂e

2024

40
0.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.