Nova BrasilândiaMT

3.853 habitantes · IBGE 5106208

IA

Resumo socioambiental

Nova Brasilândia/MT apresenta em 2024 cobertura de água de 76,5%, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média estadual de Mato Grosso (86,7%), posicionando o município no percentil 55 do país. Chama atenção a trajetória recente: o município operou com cobertura de 100% entre 2014 e 2021, recuando para 74,9% em 2022 e oscilando desde então, o que sugere instabilidade na gestão ou nos registros do sistema de abastecimento. Já a perda de água na distribuição está em 17,0% (2024), patamar bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à mato-grossense (37,5%), colocando o município entre os mais eficientes do país nesse quesito (percentil 17). Ainda assim, houve piora desde o mínimo histórico de 9,0% (2019), indicando possível deterioração da infraestrutura que merece monitoramento.

No saneamento domiciliar, o quadro é menos favorável. A cobertura de coleta de resíduos era de 75,1% em 2022, ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média estadual (84,7%), enquanto o destino inadequado de domicílios chegou a 24,2%, valor bem superior à mediana do Brasil (14,9%) e do estado (11,2%), situando o município no percentil 66 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa lacuna de gestão de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 2.083 tCO₂e em 2024, valor consideravelmente menor que a mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o volume gerado é pequeno mesmo com deficiência na destinação adequada.

O perfil de emissões totais de GEE mostra queda acentuada, de 887.907 tCO₂e em 2010 para 302.139 tCO₂e em 2024 (-66,0%), acompanhando a dinâmica típica de municípios com forte componente de uso da terra e agropecuária, ainda que o valor permaneça acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 70. Em contraste, as emissões de energia cresceram de forma expressiva, de 3.910 tCO₂e (2010) para 13.187 tCO₂e (2024), alta de 237,3%, refletindo provável aumento no consumo energético local; mesmo assim, o valor ainda fica abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (ANA, 2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Nova Brasilândia apresenta desempenho relativamente positivo em perdas de água e emissões de resíduos, mas exige atenção prioritária ao destino inadequado de domicílios e à queda recente na cobertura de água, indicadores que impactam diretamente a saúde pública e a sustentabilidade ambiental local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.5%

2024

55
3.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.0%

2024

83
61.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.1%

2022

47
8.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.2%

2022

34
20.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

302.139 tCO₂e

2024

30
66.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.083 tCO₂e

2024

87
4.2% no período

Emissões de energia

SEEG

13.187 tCO₂e

2024

58
237.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.