Nova CruzRN

35.534 habitantes · IBGE 2408300

IA

Resumo socioambiental

Nova Cruz/RN apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em abastecimento de água e perdas do sistema, mas fragilidades persistentes em esgotamento sanitário e uma trajetória crescente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 82,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (79,8%), embora tenha recuado frente ao pico de 100% em 2018, indicando alguma instabilidade recente na universalização do serviço. Já a perda de água no sistema caiu para 10,9% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (46,1%), colocando o município no percentil 8, ou seja, entre os mais eficientes do país nesse quesito, o que sugere boa gestão operacional da rede.

O saneamento de esgoto, por outro lado, permanece como o principal gargalo. A coleta atingiu apenas 49,7% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média estadual (42,3%). O tratamento de esgoto, em 31,3% (2022), está próximo da mediana nacional (37,7%) e da UF (34,3%), mas o município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional de unidades. Essa lacuna entre coleta e tratamento — com quase metade dos domicílios sem coleta adequada — ajuda a explicar por que o destino inadequado de resíduos domiciliares ainda atinge 13,7% dos domicílios (2022), próximo da mediana nacional (14,9%), mas acima do padrão estadual (9,3%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 139.553 tCO₂e em 2024, patamar próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com crescimento de +37,4% desde 2010. As emissões de resíduos, de 20.316 tCO₂e, estão muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 83 — um reflexo direto da baixa cobertura de tratamento de esgoto e da gestão ainda incipiente de resíduos sólidos. As emissões de energia também cresceram (+36,0%), atingindo 28.183 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, Nova Cruz avançou de forma consistente na gestão da água potável, com baixas perdas e cobertura satisfatória, mas o esgotamento sanitário incompleto é o principal vetor de pressão ambiental do município, refletindo-se diretamente nas emissões de resíduos, muito acima do padrão nacional. Os registros históricos de seca (16 ocorrências em 2016, percentil 96 nacional) reforçam a vulnerabilidade hídrica regional, tornando estratégico priorizar investimentos em tratamento de esgoto e gestão de resíduos para reduzir simultaneamente passivos ambientais e riscos à saúde pública.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.8%

2024

63
19.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

30.5%

2024

23
449.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

35.5%

2024

52
8765.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.0%

2024

27
2.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.3%

2022

67
10.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.7%

2022

52
40.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

139.553 tCO₂e

2024

50
37.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.316 tCO₂e

2024

17
40.4% no período

Emissões de energia

SEEG

28.183 tCO₂e

2024

42
36.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.