Nova ErechimSC

5.408 habitantes · IBGE 4211405

IA

Resumo socioambiental

Nova Erechim apresentou em 2024 uma queda expressiva na cobertura de água, que recuou para 70,5%, revertendo uma trajetória de crescimento sustentado observada entre 2015 e 2023 (quando chegou a 80,8%). O município ficou abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média catarinense (86,8%), posicionando-se no percentil 46. Em contrapartida, a perda de água na distribuição segue em tendência de queda consistente desde 2013, atingindo 26,1% em 2024 — o menor valor da série e abaixo da mediana nacional (29,1%) e do patamar estadual (32,3%), indicando ganhos reais de eficiência operacional que, no entanto, não impediram a redução da cobertura.

No saneamento domiciliar, o quadro é mais favorável: a coleta de resíduos atende 82,1% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do padrão catarinense (89,7%). O destino inadequado de resíduos caiu de 17,1% em 2010 para 6,3% em 2022, uma redução de 63,5%, situando o município abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que acima do referencial de Santa Catarina (3,2%). Essa melhoria contrasta, porém, com o forte aumento das emissões de resíduos no perfil de GEE, que saltaram de 3.103 tCO₂e em 2019 para 5.908 tCO₂e em 2024 (+156,2% na série), sugerindo que a ampliação da coleta e do tratamento formal pode estar concentrando e intensificando a geração de gases em aterros ou sistemas de disposição, um ponto que merece monitoramento.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 81.583 tCO₂e em 2024, com alta de 9,6% frente a 2010, mas abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 34. As emissões de energia mostraram crescimento mais acentuado, de 15.107 tCO₂e em 2010 para 22.689 tCO₂e em 2024 (+50,2%), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que aponta para maior dependência de fontes emissoras no setor energético local.

Os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis, embora restritos a 2016, revelam exposição relevante: 1 registro de cheia e 5 de seca, ambos posicionando o município no percentil 76 nacional, indicador de vulnerabilidade climática que reforça a importância de atenção à infraestrutura hídrica, especialmente diante da recente queda na cobertura de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.5%

2024

46
6.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.1%

2024

58
32.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.1%

2022

60
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

71
63.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

81.583 tCO₂e

2024

66
9.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.908 tCO₂e

2024

52
156.2% no período

Emissões de energia

SEEG

22.689 tCO₂e

2024

46
50.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.