Nova Esperança do SulRS
4.974 habitantes · IBGE 4313037
Resumo socioambiental
Nova Esperança do Sul/RS apresenta melhora recente e relevante no saneamento básico, com cobertura de água atingindo 86,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média gaúcha (88,1%), posicionando o município no percentil 65 do país. A coleta de domicílios também evoluiu, chegando a 86,2% em 2022 (percentil 69), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 20,2% (2010) para 7,0% (2022) — queda de 65,4%. Ainda assim, esse indicador fica acima da média do RS (4,5%), sinalizando que, apesar do avanço, o estado tem desempenho superior ao do município nesse quesito.
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que voltou a subir e atingiu 42,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (36,5%), colocando o município no percentil 75 (pior faixa) nesse indicador. Essa ineficiência operacional é preocupante justamente no momento em que a cobertura de água cresceu: o aumento da rede pode estar acompanhado de perdas físicas ou de gestão ainda não equacionadas, o que compromete parte do ganho obtido na ampliação do serviço.
Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 179.879 tCO₂e (2021) para 58.329 tCO₂e em 2024 (-41,9% no período analisado), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 25 — ou seja, entre os municípios com menores emissões relativas. As emissões de energia seguiram trajetória de queda (-33,5%), reforçando esse quadro favorável. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 43,1% desde 2010, atingindo 2.355 tCO₂e em 2024, movimento que dialoga com a persistência de destino inadequado de resíduos acima da média estadual, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 17).
Em relação a eventos hidrológicos, o único dado disponível (2016) registra 2 ocorrências de cheia e 3 de seca, ambos acima da mediana nacional (0), mas distantes dos totais estaduais, sem série histórica recente para avaliar tendência. Em síntese, o município avança no acesso a serviços de saneamento e na redução de emissões energéticas, mas precisa priorizar o combate às perdas de água e à gestão de resíduos para consolidar os ganhos ambientais alcançados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
40.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
58.329 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.355 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.216 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
