Nova FátimaPR

7.201 habitantes · IBGE 4117008

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Resumo socioambiental

Nova Fátima apresenta em 2022 cobertura de água de 100,0%, superior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (96,1%), colocando o município no percentil 100 do país. Contudo, esse resultado positivo é ofuscado pela perda de água na distribuição, que atingiu 53,6% no mesmo ano — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da própria média do Paraná (29,6%), posicionando o município no percentil 87 (entre os piores do país nesse quesito). A série histórica mostra que essa perda era baixa e controlada até 2018 (4,3%), mas saltou abruptamente a partir de 2019, sugerindo falha operacional, mudança de metodologia de aferição ou problema na rede que merece investigação prioritária, já que compromete a eficiência do sistema mesmo com cobertura universal.

Em saneamento, a coleta de resíduos domiciliares alcança 92,2% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da média estadual (90,0%), com percentil 83. O destino inadequado de resíduos caiu de 10,3% (2010) para 7,6% (2022), redução de 26,3%, e está abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média paranaense (5,6%). Essa melhora parcial em gestão de resíduos é coerente com a trajetória de emissões do setor, que se mantêm estáveis e relativamente baixas (3.552 tCO₂e em 2024, percentil 34), indicando que o problema ambiental do município está mais concentrado na infraestrutura hídrica do que na gestão de resíduos sólidos.

No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva, de 104.626 tCO₂e (2010) para 41.467 tCO₂e (2024), recuo de 60,4%, ficando bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 17) — um resultado ambientalmente favorável. As emissões de energia, porém, cresceram 3,3% no período e oscilaram com um pico em 2022 (14.554 tCO₂e), refletindo a estagnação da geração solar local, travada em 180 kW desde 2022, muito abaixo da mediana nacional (960 kW, percentil 16). Há espaço claro para investimento em energia solar, o que ajudaria a consolidar a tendência de queda nas emissões totais.

Quanto a eventos climáticos extremos, não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, em linha com a mediana nacional e ligeiramente abaixo da média estadual (4,175), sugerindo situação hídrica estrutural adequada — o que reforça que a prioridade imediata de gestão deve ser a redução das perdas físicas de água tratada, e não a disponibilidade do recurso em si.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.3%

2024

76
4.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.9%

2024

14
64.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.2%

2022

83
2.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.6%

2022

67
26.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

180 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

180 kW

2024

17
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

180 kW

2024

17
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.467 tCO₂e

2024

83
60.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.552 tCO₂e

2024

69
1.0% no período

Emissões de energia

SEEG

11.461 tCO₂e

2024

61
3.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.