Nova FlorestaPB

9.884 habitantes · IBGE 2510105

IA

Resumo socioambiental

Nova Floresta/PB apresenta uma situação crítica no saneamento de água que contrasta com avanços moderados em manejo de resíduos sólidos. A cobertura de água caiu de 68,9% em 2013 para 0,0% em 2022, um colapso de -100% na série histórica, posicionando o município no percentil 0 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da Paraíba (77,2%). Chama atenção que o indicador de perda de água também zerou a partir de 2015 — o que, combinado com a ausência total de cobertura registrada, sugere descontinuidade ou falha no reporte ao SNIS/SINISA, e não necessariamente universalização do serviço. Recomenda-se verificação da qualidade e regularidade dos dados enviados pelo município antes de qualquer leitura mais otimista.

Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra evolução positiva: a coleta atendia 83,7% dos domicílios em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9% e da UF, 79,6%, percentil 64), enquanto o destino inadequado caiu de 9,7% (2010) para 6,3% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%). Essa melhora na destinação, contudo, não se traduziu em redução de emissões: as emissões de resíduos mais que dobraram no período, saindo de 2.340 tCO₂e (2010) para 5.187 tCO₂e (2024), alta de 121,6%, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). O padrão indica que a ampliação da coleta e disposição formal, embora benéfica para a saúde pública e o solo, tem elevado a geração de gases de efeito estufa associados aos aterros/lixões.

No total, as emissões de GEE do município somaram 16.223 tCO₂e em 2024, com crescimento de 65,8% desde 2010 e salto expressivo no último ano — muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte do município (percentil 6). Energia e resíduos são as principais fontes, com o setor de resíduos ganhando peso relativo na matriz de emissões locais.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada foi expressiva, com 16 registros no mesmo ano, posicionando o município no percentil 96 nacional — um sinal de vulnerabilidade à escassez hídrica que reforça a urgência de reverter a situação de cobertura de água, dada a combinação preocupante entre estiagem recorrente e ausência de dados/serviço formal de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

93.9%

2024

1
469.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.7%

2022

64
7.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

71
34.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

16.223 tCO₂e

2024

94
65.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.187 tCO₂e

2024

57
121.6% no período

Emissões de energia

SEEG

6.282 tCO₂e

2024

75
10.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.