Nova HartzRS
20.539 habitantes · IBGE 4313060
Resumo socioambiental
Nova Hartz apresenta o saneamento básico como o principal ponto crítico de sua agenda socioambiental. A cobertura de água atinge apenas 36,6% (2022), muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do próprio Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 9 do país — apesar de ter avançado 24,5% desde 2017. A coleta de esgoto é ainda mais preocupante, com apenas 8,7% (2021), praticamente estagnada há cinco anos e distante da mediana nacional (87,8%) e estadual (49,5%), no percentil 6. Chama atenção que o tratamento de esgoto, embora tenha recuado 15,1% desde 2017, ainda alcança 56,6% (2022) — superior à mediana nacional (37,7%) e à média gaúcha (30,8%), no percentil 60. Essa combinação sugere que o baixo volume coletado é tratado com relativa eficiência, mas a baixa cobertura de coleta limita o impacto sanitário geral.
Do lado positivo, a perda de água caiu de forma expressiva, de 62,3% (2019) para 17,8% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), o que indica ganhos operacionais na rede. A gestão de resíduos sólidos domiciliares também é destaque: 96,1% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado é marginal, com 0,4%, muito abaixo da mediana do país (14,9%) e da UF (4,5%), apesar do crescimento relativo de 68,2% no período. Contudo, o município mantém apenas 1 unidade de destinação desde 2013, sem evolução, enquanto o Rio Grande do Sul soma 63 unidades — um gargalo estrutural que pode limitar a autonomia local no manejo de resíduos.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 60.940 tCO₂e em 2024, alta de 53,9% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 26. As emissões de energia quase dobraram (+96,6%), chegando a 25.577 tCO₂e, acima da mediana do país (18.929 tCO₂e, percentil 56), refletindo maior consumo energético sem contrapartida proporcional em geração renovável — a potência solar instalada estagnou em 700 kW desde 2022, abaixo da mediana nacional (908 kW). As emissões de resíduos também cresceram 33,8% desde 2010, atingindo 9.836 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 66), o que reforça a necessidade de investimento em destinação final, dado o número único de unidades disponíveis no município.
Em síntese, Nova Hartz combina uma gestão relativamente eficiente de resíduos sólidos e perdas de água com uma defasagem histórica grave em cobertura de esgotamento sanitário e abastecimento de água, ambos muito distantes dos patamares nacionais e estaduais. O crescimento das emissões de energia e resíduos, associado à estagnação da capacidade solar instalada, indica que os investimentos futuros deveriam priorizar a ampliação da rede de coleta de esgoto e água, além de diversificação da matriz energética local, para reverter as t
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
9.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.8%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
700 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
700 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
700 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
60.940 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.836 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.577 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
