Nova IbiáBA

6.701 habitantes · IBGE 2922755

IA

Resumo socioambiental

Nova Ibiá apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 42,2% (2022), praticamente estagnada desde 2008 e situando o município no percentil 13 nacional — bem distante da mediana brasileira de 76,5% e da média baiana de 80,7%. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 32,7% em 2021 para 21,6% em 2022, ainda representa um salto de 327,7% frente ao início da série (5,0% em 2008), indicando deterioração estrutural da rede ao longo da última década.

O tratamento de esgoto é inexistente, com 0,0% registrado em 2021 e 2022, contrastando com uma coleta formal de esgoto declarada em 100,0% (2021, SNIS) — discrepância que sugere que a coleta existente não é acompanhada de tratamento efetivo, situação reforçada pelos dados censitários do IBGE: apenas 49,4% dos domicílios têm coleta adequada (2022) e 46,0% ainda têm destino inadequado de dejetos, colocando o município no percentil 90 nacional para esse indicador negativo, mesmo com melhora de 20,7% em relação a 2010.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 101.895 tCO₂e em 2024, valor abaixo do pico de 239.136 tCO₂e em 2021, mas ainda 59,0% superior a 2010, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram de forma acentuada, com alta de 418,6% desde 2010, atingindo 3.613 tCO₂e em 2024, enquanto as emissões de resíduos também avançaram 28,1% no período, chegando a 2.375 tCO₂e — trajetória coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta, que tendem a ampliar a decomposição orgânica não gerenciada.

Em síntese, Nova Ibiá combina infraestrutura de saneamento insuficiente, com indicadores de água e esgoto entre os piores do país, e uma pressão ambiental crescente nas emissões de energia e resíduos, ainda que moderada em termos absolutos frente ao cenário nacional. A melhora recente na perda de água e no destino de dejetos é um sinal positivo, mas insuficiente para reverter o atraso estrutural, exigindo investimento prioritário em tratamento de esgoto e modernização da rede de distribuição de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.8%

2024

19
16.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

37.2%

2024

29
62.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

21.9%

2024

70
4111.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.4%

2022

14
17.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

46.0%

2022

10
20.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

101.895 tCO₂e

2024

59
59.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.375 tCO₂e

2024

83
28.1% no período

Emissões de energia

SEEG

3.613 tCO₂e

2024

85
418.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.