Nova IguaçuRJ
843.046 habitantes · IBGE 3303500
Resumo socioambiental
Nova Iguaçu/RJ apresenta em 2024 um quadro socioambiental de contrastes acentuados entre saneamento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 99,6%, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média fluminense (90,6%), posicionando o município no percentil 94. Contudo, esse avanço é ofuscado por uma perda de água de 96,1%, valor atípico e extremamente elevado frente à mediana nacional (29,1%) e à série histórica do próprio município, que oscilava entre 2% e 8% nos anos de 2018 a 2023 — sugerindo possível inconsistência de medição ou ruptura operacional relevante em 2024 que merece verificação junto ao prestador de serviço.
O esgotamento sanitário revela fragilidade estrutural: a coleta de esgoto caiu para 27,6% em 2024, uma queda de 35% em relação ao ano anterior e bem inferior à mediana nacional (59,9%) e à média do RJ (64,7%), colocando o município no percentil 21. O tratamento de esgoto, embora tenha crescido expressivamente desde 2010, está em 18,3%, ainda abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (52,9%). Essa lacuna entre coleta e tratamento ajuda a explicar por que as emissões de resíduos em GEE alcançaram 568.700 tCO₂e em 2024, um salto de 20,8% no ano e o maior valor da série histórica, situando o município no percentil 100 nacional — o patamar mais crítico possível, refletindo diretamente a insuficiência do sistema de esgotamento e da gestão de resíduos sólidos.
No balanço energético, as emissões totais de GEE somaram 1.229.941 tCO₂e em 2024 (percentil 91), com queda de 5% frente a 2010, mas alta em relação a 2023. As emissões de energia recuaram 20% na década, favorecidas pela redução da potência térmica fóssil (3 MW, percentil 22) e pela manutenção de capacidade em biomassa (23 MW, percentil 76) e solar (960 kW, percentil 51). Ainda assim, o crescimento das emissões de resíduos compensou os ganhos do setor energético, mantendo a trajetória geral de emissões em alta no último ano.
Do ponto de vista de infraestrutura de destinação de resíduos, o município conta com apenas 1 unidade de destinação (2024), com queda de 50% desde 2012, enquanto o RJ dispõe de 38 unidades no total. Por outro lado, o indicador de destino inadequado por domicílios caiu para 2,1% em 2022, próximo da média estadual (2,0%) e bem melhor que a mediana nacional (14,9%), indicando que a coleta domiciliar é relativamente eficiente mesmo com tratamento insuficiente na ponta final. Em síntese, Nova Iguaçu avançou no abastecimento de água, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, que se refletem diretamente no aumento das emissões de GEE — exigindo prioridade em investimentos de tratamento de esgoto e revisão urgente dos dados de perda de água de 2024.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
27.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
18.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
7
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
96.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
27 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
960 kW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
89.3%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
960 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.229.941 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
568.700 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
672.333 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
