Nova IorqueMA

4.412 habitantes · IBGE 2107308

IA

Resumo socioambiental

Nova Iorque/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 43,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 14 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Mais grave ainda é o índice de perda de água, que chegou a 81,5% em 2022, contra mediana nacional de apenas 29,9%, colocando o município no percentil 99: praticamente toda água tratada captada é desperdiçada antes de chegar ao consumidor, o que ajuda a explicar a baixa cobertura efetiva mesmo diante de investimentos em captação.

O cenário de esgotamento sanitário também é desfavorável. A coleta de resíduos domiciliares atinge 63,0% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda afeta 37,0% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (29,4%), no percentil 82. Houve avanço em relação a 2010, quando o descarte inadequado era de 44,8%, mas o ritmo de melhoria é insuficiente diante do déficit estrutural.

As emissões de GEE do município saltaram de 89 mil tCO₂e em 2010 para 700.677 tCO₂e em 2024, alta de 686,5% no período, com pico atípico de mais de 1 milhão de toneladas em 2020. Esse patamar coloca Nova Iorque no percentil 86 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), sinalizando forte pressão de uso da terra ou mudança de cobertura vegetal como driver principal, já que as emissões de resíduos (1.944 tCO₂e, percentil 11) e de energia (1.558 tCO₂e, percentil 4) são proporcionalmente baixas e compatíveis com o porte populacional do município.

Em suma, o município combina infraestrutura de água e esgoto deficitária — com desperdício hídrico extremo e saneamento aquém do padrão nacional — com uma trajetória de emissões crescente e desproporcional ao seu tamanho, exigindo prioridade em reabilitação de redes de distribuição, ampliação da coleta de esgoto e investigação das causas do salto de emissões territoriais desde 2020.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.4%

2024

10
7.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

79.9%

2024

3
19.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.0%

2022

29
14.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.0%

2022

18
17.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

700.677 tCO₂e

2024

14
686.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.944 tCO₂e

2024

89
46.0% no período

Emissões de energia

SEEG

1.558 tCO₂e

2024

96

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.