Nova ItaranaBA

8.059 habitantes · IBGE 2922805

IA

Resumo socioambiental

Nova Itarana/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 100,0%, resultado expressivo que supera a mediana nacional (73,2%) e o percentil estadual (83,0%), com salto acentuado em relação a 2023 (85,5%). Esse avanço, porém, convive com perda de água ainda elevada, de 32,2%, próxima da UF (34,5%) e acima da mediana nacional (29,1%), indicando que parte do ganho em distribuição não se traduz em eficiência operacional plena.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta, de 65,8% (2021), está acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%), mas o tratamento é 0,0%, contra mediana nacional de 33,3% e estadual de 39,2% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos. Esse quadro se agrava quando observado o retrocesso nos dados de domicílios com coleta adequada, que caíram de 73,0% (2010) para 51,5% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora em queda desde 2010, ainda atinge 20,3%, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 21,7% entre 2010 e 2024, fechando em 82.073 tCO₂e, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo predominantemente a volatilidade do uso da terra. Já as emissões de resíduos cresceram 45,7% no período, para 3.292 tCO₂e, evolução coerente com a persistência de destinação inadequada e ausência de tratamento de esgoto. As emissões de energia tiveram alta expressiva de 588,4%, atingindo 11.573 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em recursos hídricos, o município registrou 9 ocorrências de seca em 2016, sem registros de cheia no mesmo ano, ambos abaixo dos totais estaduais, mas a mediana nacional zerada para os dois indicadores sugere exposição hídrica localizada. Em síntese, o município avançou fortemente no abastecimento de água, mas o gargalo estrutural em tratamento de esgoto e a tendência de aumento das emissões associadas a resíduos indicam a necessidade prioritária de investimento em estações de tratamento e gestão de resíduos sólidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
109.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.8%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

32.2%

2024

43
34.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.5%

2022

16
29.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.3%

2022

40
24.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

82.073 tCO₂e

2024

66
21.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.292 tCO₂e

2024

72
45.7% no período

Emissões de energia

SEEG

11.573 tCO₂e

2024

61
588.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.